O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 02/08/2018

No Romantismo, escola literária ocorrida nos séculos XVIII e XIX, os poetas sofriam hiperbolicamente pelo amor não vivido com as mulheres. Tal sofrimento resultava muitas vezes na busca pelo alcoolismo, tabagismo e depressão como paliativos de um falso conforto. Contudo, no Brasil atual, o cenário não é muito diferente, visto que segundo pesquisas da OMS, a depressão é a doença mais incapacitante, atingindo principalmente os jovens da geração marcada por intensas cobranças e ansiedades.

Tal problemática sempre foi muito hostilizada pela sociedade, como mostra a obra “O Ilusionista”, de Machado de Assis, onde aqueles que tinham um comportamento anormal na visão do Dr. Simão Bacamarte eram presos no manicômio chamado Casa Verde. Sendo assim, em muitos casos, ao buscar ajuda com professores ou familiares, o jovem lida com julgamentos e descaso diante do exposto de seus sentimentos. Isto intensifica a sensação de solidão e pode causar suicídio.

Além disso, as redes sociais têm um papel de destaque nas causas da depressão. A geração conectada absorve diariamente conteúdos que solidificam padrões de vida e beleza falsos, vividos apenas na internet, ou até mesmo inatingíveis. A disseminação de valores que priorizam o individualismo e não a coletividade, vivida em constante diálogo com os pais e amigos, produz melancolia, angústia, insatisfação e despreparo emocional, sintomas da depressão.

Diante do que foi dito, medidas são necessárias para resolver o impasse. É preciso que o tratamento psicológico se torne acessível e de forma gratuita, principalmente nas escolas e universidades, onde há a maior presença de cobranças aos jovens. Para isso, é indispensável a parceria do Ministério da Saúde e verbas enviadas pela Receita Federal. Ademais, a família deve incentivar a interação do filho e participar ao máximo da rotina dele e os criadores de conteúdo nas mídias devem propor experiências e estilos de vida reais e alcançáveis. Assim, a juventude será menos propícia a passar pelo mal do século.