O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 16/08/2018

Depressão não é frescura

A depressão é caracterizada pela perda ou diminuição de interesse e prazer pela vida, gerando angústia e prostração, algumas vezes sem motivo aparente, ela resulta de uma complexa interação de fatores sociais, psicológicos e biológicos. Segundo um relatório feito pela Organização Mundial da Saúde, o número de casos da doença aumentou 18% entre 2005 e 2015, cerca de 322 milhões de pessoas no mundo sofrem com o problema, no Brasil, a depressão atinge 11,5 milhões de indivíduos (5,8% da população). Nas últimas décadas, nossa cultura valorizou o cuidado com a saúde física, mas e o cuidado com a saúde mental?

Embora muitos associem depressão com preguiça, fraqueza ou até um traço de personalidade, é evidente que, é um problema médico, assim como asma ou diabetes. Esse estigma persistente acaba afetando quem tem a doença, pois, devido ao medo do prejulgamento e preconceito por parte de familiares e amigos por exemplo, o paciente acaba se calando e não procura tratamento, justamente pelo temor de ser estigmatizado. Decerto, a depressão é um problema grave, e não deve ser banalizado, é crucial que seja levado a serio e tratado.

Uma vez que a depressão não é devidamente tratada, pode evoluir para casos mais graves, como o suicídio, que é uma prática cada vez mais crescente no Brasil. Entre os anos de 2000 e 2016, o suicídio teve uma alta de 73%, enquanto que as maiores taxas foram registradas entre jovens e adultos, além disso, é a quarta causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos, de acordo com o Ministério da Saúde. O autocídio é consequência de problemas psicológicos e depressão não tratados, por causa de uma negligência não só por parte do indivíduo, com também da sociedade.

Inquestionavelmente, é preciso repensar a visão de saúde mental. Primeiramente, é necessário que o       Governo faça políticas públicas, através de campanhas pelo país, com o objetivo e finalidade de promover o debate e conhecimento sobre depressão, visto que, conversas francas sobre doenças da mente ajudam a acabar com o estigma, logo, fica mais fácil pedir ajuda. Ademais, é fundamental uma intervenção médica, a fim de diagnosticar e tratar quem tem depressão, profissionais de saúde podem oferecer tratamentos psicológicos como terapia e medicamentos antidepressivos, com o intuito de tratar a doença para que ela não se prolongue. Por outras palavras, a saúde mental importa tanto quanto a física.