O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 19/08/2018

A depressão não é um mal do século XXI. Preliminarmente, tal termo foi usado em 1660 no inglês, para descrever o desânimo e consolidou-se para o uso comum no século XIX. Muito usada como sinônimo de tristeza, a depressão se distingue da mesma por perdurar por um tempo ilimitado. Por vivermos, de acordo com o sociólogo Zygmunt Bauman, em uma modernidade líquida, a inconstância e a efemeridade das relações sociais trazem frustrações que podem vir a desencadear a depressão principalmente nos jovens.

Preliminarmente, traçando a linha do tempo do assunto, pode-se analisar que no século V a.C, Hipócrates já estudava a depressão e a denominava como algo melancólico, no qual o triste espírito permanece fixo em uma mesma ideia. Já o filósofo italiano, Marsilio Ficino, supôs que a melancolia era causada por um anseio humano pelo grande, ou tratada atualmente como um dos sintomas da depressão, a ansiedade. Pode-se constatar, então, que muitos dos princípios ligados à depressão que hoje se tem conhecimento, estão vinculados à séculos passados.

Conectado a esses conceitos, a sociedade muito contribui para o aumento da depressão. A pressão exercida sobre os jovens, seja na escolha da carreira ou para se enquadrar nos atuais esteriótipos faz com que, segundo dados da Universidade Federal de São Paulo, a doença esteja presente em 21% dos jovens entre 14 e 25 anos. Ademais, a falta de conhecimento e diagnóstico sobre o assunto, faz com que ele seja banalizado e deixado à margem da sociedade, criando o preconceito que a pessoa depressiva é fraca, o que acaba por levar a uma negligenciação da mesma.

Dessa forma, os gregos já diziam “mente sã em corpo sã”, o que mostra o quão importante é o tratamento da depressão. Dessarte, é preciso quebrar os paradigmas e levar o assunto em forma de palestras para a mídia e universidades. Outrossim, psiquiatras e psicólogos podem discutir a doença e seus sintomas nos meios informativos, abrangendo o entendimento acerca da mesma com a população. Acolá, devem ser criados, com parceira entre o Governo e o SISU, centros especializados para o tratamento da doença.