O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 12/12/2018

No ano de 2017, um jogo chamado “Baleia Azul” popularizou-se na internet e fez com que milhares de adolescentes aderissem e sofressem suas consequências. Consistia em etapas ou níveis em que os jogadores se submetiam a testes psicológicos que incitavam o terror e o medo em suas mentes, além do último deles exigir o suicídio do participante. Nesse ínterim, deve-se ressaltar e combater a questão da depressão nos jovens, doença que está intimamente ligada ao uso intenso da internet e à falta de maturidade para aceitar perdas e decepções.

A princípio, o uso extremo da internet e das redes sociais, presentes no cotidiano da sociedade, promove baixa intensificação das relações humanas. De acordo com o sociólogo Zygmunt Bauman, a modernidade atual e os meios de comunicação são fatores que causam a banalização dos sentimentos e das amizades, cujas intensidades se resumem a curtidas e quantidades de amigos ou seguidores no “Facebook” ou “Instagram”. Nesse pretexto, de contatos frágeis, os jovens não constroem sentimentos que deem mais sentido às suas vidas, o que facilita seu isolamento perante aos demais e, consequentemente, promove quadros depressivos. Desse modo, a “doença do século” torna-se comum entre adolescentes, que devem ser instigados à socialização, não ao isolamento digital.

Em segundo lugar, a adolescência dá início às primeiras decepções na vida das pessoas, que deve ser ensinadas a resistir. Nesse viés, os jovens da atualidade estão inseridos em um contexto de cobrança em diversos aspectos, como: ingressar na faculdade, ter um emprego, falar uma segunda língua, tocas instrumentos, realizar atividades físicas, etc. Ademais, o Brasil é um país que valoriza pouco as qualidades do indivíduo em formação e oferece baixas perspectivas de realizações acadêmicas e laborais, por isso se encontra em 3° lugar mundial em termos de pessoas com depressão, dados do Biomed Central (BMC). Assim, a juventude deve ser ensinada a superar as adversidades e não se abater frente às etapas que fracassarem nos diversos termos dos quais são cobrados.

Infere-se, portanto, que o índice depressivo nos indivíduos em formação necessita de redução. No intuito de socializar aqueles que têm o foco nas amizades e relações virtuais, o Ministério da Educação poderia promover às turmas do ensino público aulas com psicólogos, a fim de que sejam realizadas dinâmicas e brincadeiras em grupo. Em vista de diminuir a decepção dos jovens que se sentem desamparados, o Governo Federal deveria utilizar as próprias redes sociais para transmitir propagandas com mensagens e vídeos motivacionais, de modo a torna-los mais maduros para a vida adulta. Mediante essas alterações, os adolescentes não seriam atingidos por jogos como a “Baleia Azul” e a depressão se reduziria entre eles.