O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 07/10/2018

A depressão é uma doença psicológica caracterizada por súbitas  mudanças de humor e sentimento de infelicidade constante. E, apesar de acometer milhões de indivíduos ao redor do mundo, o fato de muitos não a considerarem doença é comum. Em contrapartida, o número crescente de jovens depressivos desmistifica a situação e demanda a ação conjunta do indivíduo com o poder público para combater esse mal.

A priori, a equivocada ideia da depressão como pseudo-doença dificulta o tratamento dos jovens. Na adolescência, a puberdade causa súbitas mudanças de comportamento. Neste cenário, a reclusão dos jovens é considerada pelos pais como parte do processo ou característica de suas personalidades. Ocorre que, o bullying e a baixa auto estima recorrentes na vida dos adolescentes podem acabar agravando esse casos introspecção e tornando-os depressivos e, de acordo com a LENAD(Levantamento Nacional de Álcool e Drogas), 21% dos jovens de 14 a 25 anos possuem sintomas depressão. Assim, enquanto os pais negligenciarem o comportamento depressivo dos filhos, a doença se tornará recorrente.

A posteriori, a depressão tira a qualidade de vida da sociedade e afeta seu desempenho. Dados da OMS(Organização Mundial da Saúde) atestam que 15% dos trabalhadores mundiais deixarão seus cargos por motivos ligados ao processo depressivo vivenciado. Logo, pode-se inferir que essa projeção evidencia a gravidade da doença na medida em que pode vir a impossibilitar a realização dos afazeres e, com isso, dificultar a vida das pessoas, tornando-se, dessa forma, problema social.

Impede, pois, que medidas sejam criadas para amenizar a depressão no Brasil. Para tanto, o Ministério da Saúde, em parceria com mídia, deve criar campanhas televisivas que considerem a depressão como doença grave, informem os principais sintomas, para que a sociedade faça o autorreconhecimento e aprendam a identificar, e, sobretudo, reafirmem a necessidade do tratamento. Assim, muitas pessoas serão alcanças a fim de que, em alguns anos, existam menos depressivos.