O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 29/09/2018

No século XIX, o escritor alemão Johann Wolfgang Von Goethe, publicou o livro “Os sofrimentos do jovem Werther”, no qual descreve a história de uma pessoa que vive vários problemas e ao final se suicida. Em decorrência do sucesso da história, muitos jovens alemães, influenciados pelo livro, também cometeram suicídio. Esse fato revela como a depressão e o suicídio sempre foram problemas latentes na humanidade, porém, têm se tornando questões cada mais graves, com o recente aumento no número de pessoas depressivas no mundo.

Uma possível explicação para o fato se encontra na teoria do sociólogo Zygmunt Baumann, que define a Modernidade como uma época “líquida”, em que os relacionamentos se tornaram efêmeros e passíveis de substituição. Essa fragilidade nas relações humanas, acentuada pelo uso excessivo de redes sociais, torna as pessoas extremamente solitárias, o que pode contribuir para a piora ou para o desenvolvimento de um quadro depressivo.

Além dos sintomas como infelicidade constante, ausência de planos para o futuro e solidão, as pessoas com transtorno depressivo têm que lidar também com o preconceito da sociedade, pois existe um estigma extremamente negativo em relação a doenças mentais, o que agrava ainda mais o isolamento social e a tristeza desses indivíduos. No entanto, é preciso ressaltar que a depressão traz consequências não só para a pessoa, mas para a sociedade em geral, já que impede o cidadão de exercer suas atividades normais. Prova disso é que a doença foi definida pela OMS (Organização Mundial da Saúde) como a “mais incapacitante do século.”

Portanto, é explícita a necessidade de tomar medidas que possam atenuar o problema destacado. Para tal, a principal forma de resolução é por meio de campanhas do Ministério da Saúde, em parceria com influenciadores digitais, que objetivem estimular o fortalecimento das relações interpessoais e principalmente, informar a população acerca das causas e consequências da depressão, de forma a desconstruir estereótipos negativos que dificultam o apoio a pessoas portadoras da doença, possibilitando a melhora desses e evitando que se torne um problema recorrente.