O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 06/10/2018

A depressão é um distúrbio que atinge, principalmente, os jovens. Além disso, a falta de dados e/ou conhecimento sobre a temática pode levar ao aumento do número de casos e, além disso, ao suicídio.

Recentemente, uma pesquisa realizada pela Organização Mundial da Saúde, a depressão se configurou como sendo a principal doença entre os jovens de 10 a 19 anos. Nesse contexto, é sabido que na adolescência surgem as primeiras decepções cotidianas, e é nesse ínterim que os juvenis optam pelo enclausuramento, como uma maneira de se alijar da realidade e das frustrações e, como consequência, desenvolvem o distúrbio. Não raro, mudanças repentinas de humor são intrínsecos ao gênio do adolescente e, ao mesmo tempo, sintomas da depressão, ou seja, é preciso ficar atento quanto a oscilação de personalidade.

No Brasil, existe um certo preconceito para discorrer sobre o tema, tudo indica que o distúrbio está controlado. No entanto, de acordo com um levantamento feito pela Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro, a depressão é a terceira maior causa de mortes nesta faixa etária. Em linhas gerais, os dados não são calculados com exatidão, pois falta comprometimento dos órgãos responsáveis. Desse modo, percebe-se que a falta de engajamento e conhecimento por parte do Estado são fatores que omitem o atual cenário e, assim, contribuem para o aumento do número de casos, uma vez que o jovem, por vezes, desconhece a frequência com que acontece esse tipo de manifestação na sociedade. E assim, acreditando que são minorias, cometem o suicídio.

Vale salientar que os sintomas não devem ser confundidos. Logo, a família como principal agente, deve observar se há um comportamento atípico com o filho. Segundo o psiquiatra, Guilherme Polanczyk, atitudes intensas podem ser um indicativo. Por outro lado, o Governo deve verificar assiduamente os casos e divulgar os dados através dos veiculos de comunicação. Assim, desse modo, com mais transparência, os casos podem  ser encarados com mais naturalidade e, por conseguinte, tratados.