O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 08/10/2018
O homem cordial é um conceito desenvolvido pelo historiado Sérgio Buarque de Holanda em seu livro “Raízes do Brasil”, nele virtudes tão elogiadas por estrangeiros como a generosidade e compreensão formam um traço marcado do caráter brasileiro. Entretanto, tais valores parecem não estarem assimilados a autocontrole e cuidado com a saúde psicológica da sociedade tupiniquim, já que a cada dia jovens e adolescentes se entorpecem demasiadamente em meios virtuais, o que maximiza uma possível depressão, e o Poder Público perante tal problema permanece totalmente letárgico.
“Na era da cibernética a tristeza é uma doença e a alegria, uma droga sintética.” Este trecho de uma música do poeta e compositor brasileiro Fábio Brazza retrata um mal que assola a população juvenil brasileira: a depressão. Catalisada pela dependência das vias midiáticas e virtuais, o jovem vê-se a cada dia mais vazio, o que fortalece a tese aristotélica de que o ser torna-se naquilo ao que constantemente é submetido. A objetivade da vida sempre foi uma busca da humanidade, e na nova geração a falta dessa resposta tem causado o aumento desenfreado da famigerada depressão entre a mesma, algo cruel principalmente por se tratar do bem estar mental do que é o futuro do país.
O governo federal, símbolo máximo de um leviatã facínora, mostra-se amplamente taciturno referente ao aumento da depressão precoce. Enquanto crianças, jovens e adolescentes sofrem com tal terrível doença os líderes políticos esbanjam total desprezo ao assunto e voltam-se as atitudes para propostas de “pão e circo” que a cada dia alienam ainda mais os eleitores. É infelizmente comum uma pessoa que sofre de depressão não ter qualquer auxílio do Estado, o que deve de forma hostil agravar determinada situação. O opulente sistema político brasileiro negligencia cruelmente a necessidade de ter-se boa saúde mental de pobres cidadãos.
Dessa forma fica claro que medidas devem ser tomadas na resolução do impasse. Primeiramente é preciso que a sociedade se auto ajude por meio da criação de assembleias sociais que visem a manutenção de tratamentos psicológicos para jovens e adolescentes que sofram de depressão, além da visita periódica de agentes sociais aos mesmos o que acaba por oferecer-lhes algo muito importante: o afeto amigável. Após isso, o governo federal deve trabalhar no desenvolvimento de publicidades e até mesmo aplicativos que informem os jovens sobre os riscos da depressão e de como a dependência virtual pode maximizá-la. Por fim, o Ministério da Saúde deve investir pesado para oferecer gratuitamente amparo psiquiátrico e psicológico aos enfermos. Com medidas assim em ação, o caráter brasileiro dará um passo ao conceito virtuoso de Sérgio Buarque de Holanda.