O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 07/10/2018
ADAPTAÇÃO AO TEMA: Depressão: como combater essa grave doença entre os brasileiros?
Luz à saúde mental
Em uma das vertentes do Iluminismo — movimento social revolucionário do século XVIII —, previa-se que, no futuro, o bem estar coletivo seria um pilar materializado face aos avanços técnicos. No entanto, a atual crescente variável no que tange à incidência de surtos depressivos, entre os brasileiros, opõe-se às premissas propostas no século das luzes. Urge, portanto, inquirir a problemática em consonância ao cenário e agentes sociais envolvido.
Sob esse viés, é consistente frisar que os quadros de depressão, doença difundida em todo o mundo, detém cunho antagônico: ora pelo avanço em medidas profiláticas, como aperfeiçoamentos medicinais, ora pela intransigência individual de preservação psicológica. Prova disso são dados da Organização Mundial da Saúde, aos quais expõem que mais da metade dos indivíduos, em metrópoles, ignoram sintomas depressivos, como a falta de prazer em atividades e lazeres, e recorrem à automedicação. Diante disso, cabe aos órgãos fiscalizadores intervirem no âmbito.
Outrossim, convém ainda analisar que a globalização serve como instrumento facilitador para o afastamento de cidadãos no controle à depressão. Isso se evidencia pela rotina massiva imposta à maioria dos brasileiros, marcada por cobranças e falta de tempo — que segundo ao Ministério da Saúde —, favorecem a proliferação de surtos psíquicos. Em suma, tais fatos supracitados podem ser explicados pela obra ‘’Modernidade Líquida’’ do sociólogo polonês Zygmunt Bauman, que explica a intensificação de um fenômeno comum na pós-modernidade: a cultura do imediatismo.
Em síntese, indubitavelmente, faz-se necessária a adoção de novas condutas que visem atenuar a expansão da depressão entre os brasileiros. Dessa forma, cabe ao Ministério da Saúde promover a ênfase em medidas psicoterapêuticas, como ampliação da assistência psicológica em postos de saúde, a fim de preservar o bem estar coletivo. À mídia, por sua vez, como forte poder de influência, compete promover a intensificação de campanhas, em horários de pico, no intuito de orientar e informar aos cidadãos a procurarem auxílio médico e de banir a automedicação. Logo, mediante a aplicação de tais medidas, seria visível a construção de indivíduos mais saudáveis e daria luz a uma perspectiva iluminista.