O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 10/10/2018

A segunda geração modernista foi um movimento literário que surgiu no período da crise de 1929 e marca à análise do ser humano e suas angústias. Nessa perspectiva, percebe-se que, no Brasil, o fenômeno da depressão tem crescido ao longo dos anos no cotidiano dos jovens, fruto da exigência pessoal e social.

Em primeiro plano, o avanço tecnológico proporcionou disputas no corpo social vigente, haja vista que o estilo de vida perfeito é idealizado nos jovens ainda no processo de desenvolvimento da maturidade. Nessa conjuntura, sob o olhar do sociólogo Zygmunt Bauman, a inconstância e a rapidez são as principais características das relações humanas. Logo, o problema é quando o objetivo não é conquistado de maneira instantânea gerando um quadro depressivo.

Em uma análise mais aprofundada, é notório que a depressão é o mal do século XXI que atinge parte da população de adolescentes por medo e insegurança de procurar auxílio adequado. Segundo o sociólogo Émile Durkheim, o fato social é a forma de pensar e agir, dotada de coercitividade, exterioridade e generalidade. Analogamente, o conjunto de fatores externos influenciam o bem estar, uma vez que, há um preconceito de um grupo de pessoas em relação aos que procuram tratamento.                 Fica evidente, portanto, que a depressão esteve presente no contexto sócio-histórico. Assim, cabe ao Ministério da Saúde em parceria com o Ministério da Educação promover rodas de conversas nas salas de aula sobre o assunto, por meio de investimentos em profissionais da área, como psicólogos e psiquiatras. Além disso, é essencial a participação da família atuando em casa para notar possíveis mudanças no comportamento. Para assim, atenuar o número de casos da doença no país e o conceito de segunda fase modernista permanecer apenas nas obras brasileiras.