O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 11/10/2018
O filme “Geração Prozac”, dirigido por Erik Skjoldbjærg, narra a história de Elizabeth Lizzie, uma garota que já apresentava sinais de depressão clínica grave por meio da auto-mutilação na infância, devido ao estresse do divórcio de seus pais e da exclusão social. No contexto social vigente, no Brasil, a depressão -o mal do século XXI- tem aumentado entre os jovens, por conta de uma série de fatores, causando inúmeras consequências, caso não seja tratada.
Antes de tudo, vale salientar que o aumento da depressão entre os jovens é causada por uma combinação de fatores biológicos, psicológicos e sociais. Haja vista que a adolescência por ser uma época de grande turbulência, na qual há uma série de pressões que podem contribuir para seus sintomas da doença, sendo que estes podem variar de alterações hormonais a problemas em casa e/ou na escola. Outrossim, o mal agrava-se no adolescente caso tenha um histórico familiar ou tenha sofrido um trauma na primeira infância, como a perda de um dos pais, abuso físico ou emocional, necessitando de tratamento. Por conseguinte, segundo a Organização Mundial da Saúde, a doença está presente em cerca de 20% da população juvenil, seja pela volatilidade, seja pela incerteza e insegurança que caracterizam a “Modernidade Líquida” proposta pelo sociólogo Zygmunt Bauman.
Outrossim, cabe refutar que uma depressão não tratada pode causar danos adicionais. Uma das principais consequências é o alto risco de suicídio. Afinal, segundo o médico Drauzio Varella, na adolescência aumenta a irritabilidade, o isolamento e a tristeza, por conta da queda da serotonina -substância química no cérebro que faz com que as pessoas se sintam felizes- levando ao extremo. Tal fato pode ser comprovado pelos dados da Unesp (Universidade Estadual Paulista), os quais apontam que, no Brasil, ocorreu um aumento de 30% das mortes por suicídio de 1988 a 2013, e nos países emergentes e desenvolvidos, essa a principal causa de óbito de homens jovens.
Destarte, indubitavelmente, a depressão está presente entre os jovens, sendo necessárias ações para evitá-la e combatê-la.Para isso, é mister as mídias sociais,como difusas de informação, fomentar o aumento dos casos na adolescência,mediante comerciais, mostrando as turbulências que os adolescentes passam, alertando os sintomas, como a baixa autoestima contínua, com o fito de haver uma compreensão e atenção por parte dos familiares e amigos. Ademais,é crucial que as instituições de ensino contribuam no tratamento, por intermédio de acompanhamentos semanais de psicólogos com o corpo discente, com dinâmicas em grupo, além de verificar os alunos com a doença mais grave e encaminhá-los para um tratamento específico juvenil, a fim de os livrar do suicídio, por exemplo, graças à intervenção adequada.Dessa forma,minimizará os casos de depressão entre os jovens no Brasil.