O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 12/10/2018
O escritor brasileiro, Álvares de Azevedo, principal, expoente da geração mal do século do movimento literário Romantismo. Traz em suas obras traços como: extrema angústia e um imenso desânimo diante da vida, esses pensamentos são configurados pelas ciências médicas como sintomas cruciais da doença do século, a depressão. Nesse panorama, percebe-se que o caráter impositivo da sociedade sobre o indivíduo e um sistema de saúde, que não privilegia o tratamento das patologias psicológicas, tornam-se desencadeadores efetivos na perpetuação dessa psicose no meio social, que infligem veementemente os jovens brasileiros. Logo, medidas fazem-se urgentes para reverter tal quadro.
Em primeira análise, cabe destacar o pensamento do sociólogo Émile Durkheim, que aborda o poder de “coercitividade” da sociedade sobre o indivíduo, influenciando as ações desse nesse meio. Nesse panorama, é notório que os jovens são mais vulneráveis as imposições sociais dotadas de padrões,já que é nessa faixa etária que estão sujeitos a um processo de transição para vida adulta, concomitante com o amadurecimento psicológico e a aceitação de seu corpo, dentro de um meio midiático alienante que dita o ideal de beleza. Outrossim, os vestibulares são outra pressão intrínseca a essa fase juvenil, visto que criam grandes expectativas em serem aprovados em uma faculdade e, quando isso não ocorre, muitos retraem-se do convívio social e se entristecem profundamente. Nesse contexto, esses são aspectos emblemáticos, que corroboram para manutenção de mais de 11 milhões de jovens com depressão no Brasil, apontam dados da OMS.
Ademais, convém frisar que a OMS, define saúde como completo bem-estar físico e psicológico. Embora esse conceito ressalte a saúde física e mental de forma equânime no processo de saúde -doença do homem. Na prática é bem diferente, já que as equipes de saúde da família, não conta com psicólogos e psiquiatras no seu quadro de atuação, segundo o Ministério da Saúde. Nesse viés, nota-se que a ausência de tais profissionais nessas equipes, compromete de forma imensurável a prevenção, o diagnóstico e o tratamento, da psicose. Assim, enquanto tal doença for estigmatizada e não tratada como um problema de saúde pública, mais jovens serão acometidos por ela, levando até ao suicídio. Fica claro, portanto, a prevalência e os impactos imensuráveis da depressão na vida dos jovens. Dessa forma, o Ministério da Saúde, em parceria com prefeitura poderiam incluir psicólogos e psiquiatras na atenção básica de saúde, com intuito de prestar atendimento aos jovens e a toda população. Além disso, as escolas em parceria com os psicólogos, podem criar dias específicos de atendimento dentro das próprias instituições, a fim de oferecer esse serviço ao público já abordado. A mídia deve criar propagandas, explicitando a inúmeras consequências advindas dessa psicose.