O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 16/10/2018

No convívio social brasileiro, parte considerável da população apresenta casos de depressão. Taxada muitas vezes, por leigos, como frescura, falta de fé, entre outros, muitos doentes não são atendidos. Assim, o diagnóstico e tratamento da doença é dificultado podendo agravar o estado do paciente, fazendo até com que este cometa suicídio. Nesse sentido, percebe-se, que os entraves para os cuidados com essa doença denotam uma sociedade desinformada cuja necessidade de mudança é evidente.

A princípio, sabe-se que os mais atingidos no contexto brasileiro pela depressão são os jovens. A série 13ReasonsWhy lançada no site Netflix.com, por exemplo, mostra diversos motivos que induziram uma jovem depressiva a cometer suicídio. Segundo estatísticas, em escala mundial, o Brasil está entre os 5 países mais depressivos (appp.com). Torna-se claro um paradoxo entre o fato de os doentes serem pessoas com saúde física melhor, quando comparado as pessoas da melhor idade.

Ademais, os fatores que proporcionam o desenvolvimento da depressão são os mais diversos possíveis. De fato, ao se tratar de jovens, depreende-se a ideia de bullying, cyberbullying, fissura por um corpo perfeito a fim de se destacar na sociedade e demasiado consumismo. Desse modo, quando outra pessoa não identifica os sintomas da doença no indivíduo ou não sabe lidar com o problema, o quadro depressivo pode piorar e piores consequências podem acontecer.

Fica evidente, portanto, que a atenção da sociedade deve estar voltada para a depressão. Como já dizia o filósofo Heráclito: “Nada é permanente, salvo a mudança”. Nesse sentido, faz-se necessária a atuação do Governo Federal, na utilização da mídia como vetor que conscientize a população dos agraves da depressão, por meio de propagandas e programas, a fim de que os cidadãos brasileiros conheçam e saibam buscar tratamento. Sendo relevante ainda, a atuação Ministério da Educação introduzindo nas escolas campanhas anti bullying e cyberbulling, além de promover palestras com profissionais capacitados para professores e pais ensinando-os como lidar e apoiar os depressivos. Além disso, o Ministério da Educação deve direcionar verbas ao SUS que serão utilizadas no tratamento da depressão. Só assim, o Brasil será um país menos depressivo.