O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 16/10/2018

De acordo com o psiquiatra brasileiro, Augusto Cury, a depressão é o último estágio da dor humana. Logo, é notório o crescente número de jovens que são inseridos nesse sofrimento. Isso se evidencia não só no desenfreado aumento de adolescentes depressivos, por serem frustrados e pressionados muitas vezes, como também, no bullying sofrido nas escolas e universidades, causando constrangimento e retração no convívio social.

Em primeira instância, é importante ressaltar que as doenças psicossomáticas têm tomado proporções assustadoras. Segundo Drauzio Varella, os problemas mentais já se tornaram questões de saúde pública. Isso pelo fato da abrangência de indivíduos acometidos pela depressão, inclusive os jovens. Prova disso são dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), que revelam o suicídio como sendo a segunda maior causa de morte entre faixas etárias de 15 a 20 anos. Vários são os fatores colaborativos para desencadear a depressão, como as decepções amorosas, escolares, perdas familiares e paradoxalmente pouco são os cuidados e orientação para o controle mental. Logo, se a doença não for tratada e levada a sério, pode causar vários danos, inclusive a morte.

Outrossim, a dignidade humana e o respeito às diferenças garantido pela Constituição Brasileira de 1988 são muitas vezes negligenciados nas relações escolares. Costumeiramente diversos alunos sofrem com apelidos pejorativos, exclusão de grupos, e até mesmo violência física, fazendo com que as vítimas se sintam inferiores e a vida passa não ter significado. Porém, as consequências são trágicas, muitos desejam se vingar. Exemplo disso, foi o fato ocorrido em 2012, no Rio de Janeiro, Realengo, onde um ex-aluno que sofria bullying entrou na escola e matou 12 pessoas. Torna-se notória o sentimento de vingança, tendo em vista que todo o tecido social sofre danos, mesmo aqueles que não participaram em nenhum momento de atos desrespeitosos.

Fica claro, portanto, que medidas precisam ser tomadas para mudar o cenário da saúde mental dos brasileiros. Cabe ao Ministério da Saúde investir em atendimentos psiquiátricos e psicológicos nos postos, em soma com a visita domiciliar, melhorando o atendimento da medicina da família e comunidade, visando atender a todos, assim doenças como a depressão será prevenida. Por fim, o Ministério da Educação em consonância com as escolas, devem agregar na grade curricular disciplinas de saúde mental e a importância de conviver com as diferenças, a fim de que os jovens saibam lidar com as diversas frustações da vida e respeitar o outrem, ademais o auxilio de psicopedagogos e consultas semanais no setor educacional é fundamental para descobrir mudanças comportamentais ajudar os alunos.