O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 21/10/2018
A segunda fase do romantismo ficou conhecida como ‘‘mal do século’’, devido a valorização da melancolia, do fúnebre. Dois séculos depois dessa fase literária, as pessoas, principalmente os jovens, deparam-se novamente com a tristeza exacerbada, mas não como uma exaltação, e sim como um problema a ser enfrentado. É a partir desse contexto, que a depressão surge e as razões e a consequência dela merecem ser analisadas.
De inicio, é válido observar os motivos pelos quais a depressão ganhou abrangência na adolescência. A juventude é marcada pelo descontentamento com a imagem corporal, o medo do futuro, as desilusões amorosas, além da busca de identidade própria (um enquadramento social). Esses fatores tornaram os jovens mais vulneráveis à depressão; estudados pela psicologia do desenvolvimento que afirma que os adolescentes são facilmente influenciados devido a instabilidade emocional dessa fase da vida. Logo, a questão da depressão a juventude é um problema.
Pontua-se, com consequência do aumento da depressão, o crescimento do número de suicídios de adolescentes. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o atentado contra a própria vida é a segunda maior causa de mortes de jovens no Brasil que suicidam-se na intenção de acabar com o sofrimento causado. Portanto a depressão torna-se um perigo à saúde mental na juventude.
Assim, sendo a depressão um fator de risco à própria vida, a Secretaria de saúde deve investir em tratamentos psicológicos voltados a adolescentes, por meio da criação de espaços públicos e de acompanhamento para jovens com depressão, a fim de que o número de suicídio entre eles decresça. Dessa forma, será possível garantir um cuidado que, de fato, promova a estabilidade emocional nos adolescentes. Só então seremos uma sociedade que luta contra o suicídio.