O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 23/10/2018

A biologia mostra, com a teoria darwiniana, que nem sempre o mais forte sobrevive, mas sim aquele que melhor se adapta às mudanças. Contudo, é indubitável que nem todos os indivíduos se adequam a elas, de maneira a ficarem propensos ao desenvolvimento de doenças , como também o suicídio. Frente a esses fatos, devido ao caos e as ideologias do século, a problemática instala-se, ditando sequelas física e psíquicas a serem combatidas.

É válido ressaltar, antes de tudo, as relações sociais na contemporaneidade. Sob esse aspecto, como na modernidade líquida, de Zigmunt Bauman, as mudanças no ritmo da vida proporcionou a liquidez das relações. Nesse viés, é incontrovertível que o distanciamento das pessoas, somada a ausência de integração social sólida, fomentou fragilidade no interior individual, sendo que não raro, há o desenvolvimento de doenças psicológicas, as quais são precursoras para o suicídio. Sendo assim, urge medidas que estreitem o contato entre as pessoas, para mitigar essa mazela.

Ademais, é necessário analisar, ainda, a pressão social sobre os jovens. Seguindo essa linha de raciocínio, uma pesquisa feita pela BBC trouxe dados de que a taxa de suicídios entre jovens de 15 a 29 anos tem aumentado cerca de 29% nas ultimas décadas. Congênere a isso, essas taxas evidenciam a peso da pressão social, uma vez que é nessa faixa etária que o jovem é obrigado a escolher uma profissão, ter sucesso em seu trabalho e na vida amorosa. Destarte, o medo de fracassar nesses objetivos impostos socialmente, somada a possibilidade do fracasso, torna-os vulneráveis e inseguros, tomando medidas como o suicídio para livrar-se da possível derrota.

Infere-se, portanto, que o aumento de casos de depressão está atrelado com a interação do homem ao meio. Diante disso, cabe ao Governo Estadual e Prefeituras a realização de campanhas de apoio às pessoas depressivas, com o oferecimento de tratamento gratuitos em casas de repouso e acompanhamentos psiquiátricos, a fim de tratar aqueles que desenvolveram a depressão. Somado a isso, é função da mídia mostrar, por meio de ações engajadas, como a criação de minisséries ou matérias no Fantástico, sobre a liquidez das relações e as importâncias de uma união social, no intuito de conscientizar e e promover o contato entre os indivíduos, para que assim, o Brasil extinguir essa problemática.