O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 24/10/2018

“Tudo se acelera na era da informação: as relações e os costumes, a alegria e a solidão”, a partir do trecho da banda Scracho é possível notar que a contemporaneidade dinamizou a vida pessoal e os estados psíquicos. Diante desse cenário, é visível que houve aumento dos casos de depressão entre os jovens. Sobre isso, é correto afirmar que há influência da liquidez virtual e da banalização da depressão.

É necessário destacar, antes de tudo, o isolamento social causado pelas redes sociais. Hodiernamente, a juventude líquida, tal como preconizada por Bauman, tende a substituir gradativamente as relações interpessoais por relacionamentos virtuais, de forma a causar um isolamento social, no qual os jovens têm reduzido contato com o mundo externo. Assim, aumenta-se o sentimento de solidão, e, progressivamente instala-se um quadro depressivo.

Somado a isso, há a visão de que a depressão se trata de um distúrbio estritamente psicológico, ao passo que, na realidade, é a causa de distúrbios como anorexia e insônia, além de ser a maior causa de suicídios no mundo. Sendo assim, é negligenciado o fato de tratar-se de uma patologia clínica e que requer diagnóstico e tratamento médico. Tal negligência corrobora para o aumento de quadros depressivos entre os jovens e, infelizmente, aumento das consequência da depressão, a exemplo: o suicídio.

Dado o exposto, cabe ao Ministério da Saúde alertar sobre a gravidade da doença e a necessidade do tratamento e do acompanhamento médico, por meio de palestras nas escolas e faculdades, visando atingir o público jovem, para que seja dada a devida importância a esse tema, de forma a criar uma consciência a respeito do distúrbio. Ademais, é papel da família  a percepção de alterações comportamentais e abrir espaço ao diálogo, pois fazendo-se presente e estimulando o convívio social diminui-se os sintomas depressivos. Dessa forma, desacelera-se a solidão e diminui-se a depressão entre os jovens no Brasil.