O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 24/10/2018
Saint- Simon, defendia, no século XVIII, que a solução para os problemas sociais estava no avanço da ciência e tecnologia, entretanto, conhecido como utópico, assim, também, eram seus ideais. De maneira que, apesar da revolução técnico-científico- informacional, desafios sociais, como a depressão e o suicídio, persistem na sociedade brasileira. Portanto, a fim de solucionar esse problema, dois fatores hão de ser analisados: a exclusão social e a ineficiência da saúde pública no combate a depressão.
Em primeiro plano, é válido destacar o desafio da integração social. Nesse sentido, de acordo com o sociólogo Emille Durkheim, a consciência coletiva – força que atua sobre o individual, correspondente as expectativas sociais – é responsável pela formulação dos padrões impostos, que quando não adotados, podem levar o indivíduo a exclusão social e, por consequência, ao suicídio. Logo, enquanto a sensação de não pertencimento se mantiver, a sociedade brasileira terá que conviver com um dos maiores problemas, atuais, da saúde pública: a depressão.
De outra parte, o combate a essa enfermidade é ineficiente no Brasil. A esse respeito, o artigo 196 da Constituição Federal – lei maior em um estado democrático de direito – garantir o acesso a saúde pública de qualidade a todos os cidadãos. Porém, o Sistema Único de Saúde é ineficaz no combate a patologias psicoativas, uma vez que, os recursos destinados a tal área são escassos. Assim, sem possibilidade de recuperação, o índice de suicídio torna-se gradualmente mais expressivo.
Urge, portanto, a necessidade de combater esse problema que circunda a sociedade brasileira. Para isso, cabe ao Ministério da Educação e Cultura intervir nas escolas, por meio de palestras – além de debates – sobre a importância da inclusão social, com o fito de evitar a exclusão. Por fim, é imprescindível, que o Governo Federal, em conjunto com o Ministério da saúde, amplifique os canais de combate ao suicídio – como o Centro de Valorização a Vida -, além de aumentar o número de profissionais especializados nesse tipo patológico nas unidades de saúde, com o intuito de garantir direitos constitucionais. Só desse modo, os ideais de Saint- Simon deixarão de ser utópicos.