O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 24/10/2018
A depressão é a alteração afetiva mais estudada e falada na atualidade. Classificada como um transtorno de humor, ela vem reger as atitudes dos sujeitos modificando a percepção de si mesmos, passando a enxergar suas problemáticas como grandes catástrofes. Nos últimos anos, essa doença tem crescido entre os jovens brasileiros, o que pode ser explicado, em parte, pela pressão pessoal e social vivida por eles na contemporaneidade.
Torna-se evidente, portanto, que a depressão é considerada como o “mal do século”. Onde a sociedade, principalmente os jovens, vem se cobrando cada vez mais por conta das suas realizações pessoais. O problema é que boa parte das coisas não podem ser conquistadas de maneira rápida, exigindo o tempo e a paciência que eles não estão dispostos a ofertar. Os relacionamentos saudáveis e uma boa imagem profissional, por exemplo, não são construídos instantaneamente. Diante desse impasse, muitos jovens do país estão desenvolvendo quadros de depressão por conta da frustração e ansiedade de não conquistar imediatamente o que se deseja.
Além disso, a sociedade brasileira contribui para o aumento da depressão entre os jovens, devido a significativa pressão social que exerce sobre eles. Espera que estes sejam capazes de exercer inúmeros papéis sociais de maneira eficiente, sobrecarregando os sujeitos. Demanda-se deles, por exemplo, que sejam bons profissionais, casem, tenham filhos e, ainda, que sejam capazes de resolver problemas das gerações passadas. Frente à tanta expectativa, o jovem brasileiro vive em estado de stress, quadro que também pode ocasionar a depressão.
Assim, é importante que o país preste atenção no aumento da depressão entre os jovens, para que eles possam receber a assistência necessária e não sejam tão cobrados socialmente. Desse modo, cabe a mídia, abrir espaço para os psiquiatras e psicólogos discutirem os mecanismos e sintomas da doença, a fim de esclarecer os jovens e a população de modo geral. Além disso, devem ser criados centros especializados no Sistema Único de Saúde (SUS) para o tratamento da doença.