O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 25/10/2018
Na segunda geração do romantismo, os heróis românticos encontram na morte uma solução para seus problemas existenciais. De maneira análoga, a depressão e, por consequência, o suicídio, vem a se tornar um problema de saúde pública na sociedade brasileira, haja vista o carácter patológico e o elevado índice. Portanto, a fim de solucionar tal problema, dois fatores hão de ser analisados: a exclusão social e a ineficiência da saúde pública no combate a depressão.
Em primeiro plano, é válido destacar o desafio da integração social. Nesse sentido, de acordo com o sociólogo Emille Durkheim, a consciência coletiva – força que atua sobre o individual, correspondente as expectativas da sociedade – é responsável pela formulação dos padrões impostos, que quando não adotados, podem levar o indivíduo a exclusão social e ao suicídio. Logo, enquanto a sensação de não pertencimento se mantiver, a sociedade brasileira terá que conviver com um dos maiores problemas, atuais, da saúde pública: a depressão.
De outra parte, o combate a depressão é ineficiente no Brasil. A esse respeito, o artigo 196 da Constituição Federal – lei maior em um estado democrático de direito – garante o acesso a saúde pública de qualidade a todos os cidadãos. Porém, o Sistema Único de Saúde(SUS) é ineficaz no combate a patologias psicoativas, uma vez que, os recursos destinados a essa área são escassos. Assim, sem possibilidade de recuperação, a recorrência de suicídio torna-se gradualmente mais expressiva.
Urge, portanto, a necessidade de combater esse problema que circunda a sociedade brasileira. Para isso, cabe ao Ministério da Educação e Cultura intervir nas escolas, por meio de palestras – além de debates –, sobre a importância da inclusão social, com o fito de reverter a situação. Por fim, é imprescindível, que o Governo Federal, em conjunto com o Ministério da saúde, amplifique os canais de combate ao suicídio – como o Centro de valorização a vida -, além de aumentar o número de profissionais especializados nesse tipo patológico nas unidades de saúde, com o intuito de garantir direitos constitucionais. Só desse modo, a solução drástica as crises existenciais será uma realidade apenas literária.