O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 01/11/2018

O iluminismo deixou o legado de que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. Entretanto, a depressão entre os jovens brasileiros contraria esse ideal iluminista. Nesse sentido, essa problemática precisa ser superada de imediato, para que uma sociedade integrada seja alcançada.

Inicialmente, vale ressaltar a herança histórica cultural que possui uma visão indiferente em relação aos problemas psicológicos, ou seja, a ausência da atenção dos pais ou responsável favorece o aumento do índice de jovens depressivos. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), 5,8% dos brasileiros possuem depressão. Sob tal ótica, é visível a falta de apoio das instituições sociais, principalmente a da família, que tem forte influência na vida do indivíduo.

Além disso, fatores externos favorecem o desenvolvimento da depressão. De acordo com o sociólogo Zygmunt Bauman, na obra modernidade líquida, o individualismo é uma das principais características na atualidade, e, consequentemente, parcela da população tende a ser incapaz de sentir empatia. Logo, a soma das variáveis: fluidez nas relações, como a escassez de amizades; bullying e entre outros resultam no mal do século: a depressão, isso é, a divergência da mobilização pregada pelo pensamento iluminista.

Fica evidente, portanto, a necessidade de medidas para resolver esse impasse. Dessa forma, cabe ao MEC (Ministério da Educação) integrar na grade curricular de sociologia campanhas como o setembro amarelo, com palestras ministradas por psicólogos, a fim de que os jovens que precisam de ajuda tenham acesso a meios de prevenção e apoio através da instituição escolar. Ademais, o Ministério da Saúde deve investir na abertura de mais CAPS (Centro de Atenção Psicossocial), já que, o acompanhamento psicológico é essencial. Assim, observada a ação conjunta entre escola e poder público, a sociedade caminhará ao progresso e o fim do alto índice de depressão deixará de ser uma utopia.