O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 28/10/2018
Considera como “O mal do século” a depressão é uma das doenças psicquicas que mais cresce na sociedade brasileira. Dentro desse contexto, a juventude ainda é a parcela mais acometida por essa psicopatologia. O Brasil, a cada ano, cresce o número de jovens depressivos. Desse modo, rever a situação sócia a qual essa parcela da população está submetida é indispensável para mitigar essa mazela social.
A juventude é a camada da sociedade mais suscetível a doenças psicológicas. Sob essa ótica, por estar inserido em um contexto tecnológico, o público infantojuvenil cria, cada vez menos, relações interpessoais sólidas e físicas, já que as redes sociais proporcionam uma sensação de proximidade com qualquer pessoa do mundo, sem necessariamente haver contato. Contudo, em consonância com o filósofo Zygmunt Bauman, a contemporaneidade enfrenta uma liquidez das relações, com isso, as pessoas isolam-se e tornam-se mais propensas ao quadro depressivo. Seguindo essa linha de raciocínio, o jovem, menos amparado por relações sociais, como casamento, filhos e trabalho, é o mais acometido pela depressão.
Além disso, é preciso considerar, antes de tudo, a pressão, cada vez maior, que a juventude enfrenta na atualidade. Nesse sentido, escola, cursos extra-curriculares, escolha de carreira profissional, vestibulares e universidades contribuem para a crescente responsabilidade que a camada infantojuvenil deve apresentar desde cedo. Prova disso são os estudantes de pré-vestibular e universitários que recorrem a drogas psicoestimulantes, mesmo sendo saudáveis, para apresentar melhor desempenho nos estudos. Entretanto, essa ação, segundo uma reportagem de 2015 da Folha de São Paulo, pode desencadear psicopatologias, a exemplo da ansiedade, síndrome do pânico e, até mesmo, depressão. Tal realidade contribui, gradativamente, para o aumento do número de jovens depressivos no Brasil.
É evidente, portanto, que medidas precisam ser tomadas. O Ministérios da Saúde em conjunto com a Mídia devem promover ficções engajadas e campanhas que aborde sobre o assunto depressão, informando a sociedade e alertando as famílias sobre seus jovens, a fim de estreitar os laços familiares e, assim, minimizar a ocorrência da doença. Concomitantemente, cabe ao Ministério da Saúde fiscalizar farmácias, impedindo que drogas psicoterápicas sejam vendidas sem prescrição médica, no intuito de coibir o uso indiscriminado dessas. Ademais, deve capacitar profissionais para identificar casos de depressão dentro das escolas e, ainda, gerar debates com os estudantes, buscando deixá-los seguros para pedir ajuda. Com isso, o mal do século deixará de fazer parte da sociedade.