O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 31/10/2018
De acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948, todo cidadão, sem qualquer distinção, tem direito à saúde e ao bem-estar social. No entanto, na contemporaneidade, observa-se justamente o contrário relativo ao aumento da depressão entre os jovens no Brasil. Isso permite refletir que, com a sanidade mental afetada, diminui-se a qualidade de vida e favorece o surgimento de outras doenças (vice-versa), deturpando ainda mais o benefício à saúde. Nesse contexto, nota-se a configuração de um grave problema social, em virtude não só do fator ansiedade, mas também pela intensa influência midiática. Assim, evidencia-se a necessidade de atitudes efetivas pelas autoridades competentes para reverter essa prerrogativa.
Em primeira análise, é indubitável que a ansiedade, considerada pelo psiquiatra e escritor Augusto Cury como o “mal do século XXI”, é um impulsionador do problema, visto que, normalmente, esse transtorno antecede a depressão. De acordo com relatório divulgado em fevereiro de 2017 pela Organização Mundial da Saúde (OMS), observa-se que o diagnóstico de ansiedade pode passar para a depressão em 24% dos casos. Além disso, os episódios depressivos aumentaram cerca de 7% em mais de uma década no Brasil. Consoante à psicanalista Sara Kislanov, é comum que o jovem tenha perda de idealizações, o que favorece a transição da ansiedade para quadros depressivos. Logo, é alarmante que essa situação ocorra constantemente na sociedade.
Ademais, a problemática encontra terra fértil na mídia. Segundo o escritor e jornalista George Owell, a mídia controla a massa. A Terceira Revolução Industrial do século XX proporcionou enorme acesso à propagandas sedutoras. Seduzidos por objetos de consumo em massa, o jovem frusta-se facilmente quando não consegue adquiri-lo por alguma razão. Esse sentimento é, cada vez mais estimulado pelas redes de comunicação.
Dessa forma, com o intuito de dar um passo significativo no problema, medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário. Para que isso ocorra, o Governo, em parceria com MEC (Ministério da Educação), deve financiar projetos educacionais em escolas, não apenas sobre a enfermidade em questão, como também maneiras de prevenir e amenizar a ansiedade para o público juvenil em escolas. Isso será feito por intermédio de palestras com psicólogos capacitados sobre a temática, bem como entrevista com vítimas do problema e debates, com a finalidade de atenuar este grave problema de saúde pública. Tais projetos devem ter ampla divulgação midiática para atingir um público maior. Por fim, é necessário que a sociedade brasileira tenha um olhar mais otimista para a saúde mental, pois, como constatou o filósofo grego Heráclito, nada é permanente, exceto a mudança.