O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 29/10/2018
Último estágio da dor humana
A depressão, também conhecida como “mal do século” foi muito retratado no período ultrarromântico. Autores como, Casimiro de Abreu e Alvares de Azevedo, expressaram em suas obras várias de suas características, como: solidão, pessimismo e vontade de morrer. No entanto, apesar de tratar de um período literário do século XIX, a depressão, assim como seus sintomas, estão cada vez mais presentes na realidade contemporânea dos jovens brasileiros, o que acaba por impactar negativamente a vida desses indivíduos. Desse modo, faz-se necessário um estudo sobre a problemática e alternativas para combatê-la.
Em primeira análise, evidencia-se que a solidão moderna pode estar contribuindo para esse fenômeno. Conforme teorizado pelo sociólogo polonês Zygmunt Bauman, a sociedade contemporânea vivencia um período de modernidade líquida, na qual emergem o individualismo, a fluidez e a efemeridade das relações. Nesse sentido, a falta de conexão verdadeira entre os indivíduos advinda desses fatores resulta em uma sensação de exclusão e não pertencimento ao meio em que vivem. Dessa maneira, um quadro depressivo pode se manifestar, haja vista, a necessidade do ser humano de socializar e se sentir um membro importante e valorizado pelas pessoas a sua volta.
Em segunda análise, observa-se que o preconceito da sociedade mediante as doenças mentais agrava essa problemática. Por se tratar de uma doença não física, as pessoas costumam negligenciar essas patologias e considerá-las frescura. No entanto, de acordo com a OMS - Organização Mundial da Saúde - a depressão é a doença mais incapacitante do mundo, responsável por mais da metade dos suicídios que acontecem anualmente, além de gerar o afastamento da vida profissional de milhares de pessoas. Dessa forma, fica evidente os impactos que as doenças mentais, como a depressão podem causar, portanto, não devem ser negligenciadas.
Diante dessa situação, é indispensável que medidas sejam tomadas para reverter essa problemática. Sendo assim, é imperativo que o Governo Federal dedique parte expressiva das verbas arrecadadas pelo Estado para investir no setor de saúde mental, no sentido de realizar campanhas de divulgação e conscientização sobre o assunto, por meio das mídias sociais, como rádios, televisão e internet, a fim de elucidar e desmistificar certos receios populacionais. Ademais, cabe ao Ministério da educação, a implementação na grade curricular das redes de ensino a disciplina de saúde mental e emocional, no sentido de serem realizadas aula administradas por profissionais da área sobre o assunto, objetivando, dessa forma, formar cidadãos mais conscientes e preparados sobre essas questões.