O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 30/10/2018
No ultrarromantismo, segunda geração romântica, a busca pela morte era idealizada como estratégia de fuga da realidade. Hodiernamente, a depressão e o suicídio têm se alastrado pelo Brasil com uma força maior comparado com o período citado, configurando, assim, como um novo mal do século. Nesse contexto, pode-se explicar, em parte, o crescimento dessa doença entre os jovens por uma mudança da sociedade contemporânea, assim como pelo desconhecimento da doença.
Segundo o sociólogo Zygmunt Bauman vivemos em uma modernidade líquida, devido a inconstância e efemeridade em que os processos e relações humanas se dão. Nesse sentido, os jovens atuais, que cresceram nessa liquidez, buscam atingir os seus objetivos de forma instantânea. Entretanto, a maioria das metas desse grupo não são conquistadas de forma rápida, causando, assim, quados de depressão e ansiedade por conta da decepção de não conseguir imediatamente suas pretensões.
Outrossim, a incompreensão da sociedade brasileira sobre essa doença leva ao aumento da ocorrência entre jovens. Muitos pais, colegas e até mesmo a vítima, não reconhecem a doença e os mecanismos que desencadeiam esse mal. Com isso, a sociedade em volta culpa a pessoa enferma, justificando que a pessoa é fraca e dramática, com isso, a doença continua sendo negligenciada tanto pelos órgãos públicos quanto pelos jovens convivem com a patologia.
É evidente, portanto, que o aumento de números de casos de depressão entre jovens exige uma intervenção estatal imediata. Logo, o Ministério da educação, em parceria com o Ministério da Saúde, incorporem à grade curricular de ensino, Fundamental e Médio, aulas ministradas por psiquiatras e psicólogos que discutam não só sobre os mecanismos sociais e biológicos mas também sobre os sintomas dessa doença, com auxílio de livros didáticos sobre o assunto. Para que, assim, os jovens possam conviver em paz nessa modernidade cada vem mais líquida.