O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 01/11/2018

Segundo o Existencialismo, doutrina filosófica surgida na França, no século XX, a liberdade de escolha é refletida nas condições de existência do ser. Portanto, cabe ao homem ser responsável por suas atitudes. Porém, no Brasil, em pleno século XXI, isso não passa de uma teoria, visto que a questão da depressão entre os jovens está em debate – o que explicita a ausência de Políticas Públicas para a manutenção do bem-estar social.

No Brasil, indubitavelmente, existe ação do governo para amenizar os elevados casos de depressão no público jovem. Pode-se mencionar, por exemplo, o Centro de Atenção Psicossocial-CAPS-, cujo objetivo -dentre outros direitos- é auxiliar às pessoas com necessidades de tratamento e cuidados específicos em saúde mental. Isso, de certa forma, demonstra a preocupação governamental em primar pelos direitos constitucionais já conquistados.

Contudo, tal ação não é capaz de atenuar, verdadeiramente, os altos índices de depressão entre jovens no Brasil, pois, devido à falta de informação- que afeta a possibilidade de maiores distúrbios e impede que o preconceito seja pacificado-, o que se observa na maioria das camadas sociais da nação são níveis alarmantes de cyberbullying e transtornos físicos e psicológicos, motivados principalmente pela baixa alta estima e a negligência dos profissionais em diagnosticar a doença. Percebe-se, pois, as consequências da fragilidade da educação oferecida à maior parte da sociedade, que não prepara os indivíduos para exercerem, de fato, sua cidadania. A verdade é que, a depressão entre jovens no Brasil não será atenuada, enquanto o Estado não pautar a educação na responsabilidade de forma que contribua para o convívio em sociedade, afinal: “O homem é condenado a ser livre, porque depois de atirado neste mundo torna-se responsável por tudo que faz”, diz o filósofo francês Jean-Paul Sartre.

Depreende-se, pois, que há a necessidade de investimentos no Ensino Básico- o que já é assegurado pela Lei de Diretrizes e Bases, n°9.394/96. Para tanto, é plausível que o Estado, através do Ministério da Educação, não só contemple os componentes curriculares de Formação Cidadã e Educação Psicossocial -desde a grade curricular do ensino fundamental-, mas também – em parceria com o Ministério da Saúde- desenvolva em comunidades, palestras e campanhas publicitárias, que contemplem o cenário da depressão e suas transcendências, além disso, o poder público deve contratar profissionais qualificados e instruídos a auxiliar qualquer pessoa que está sofrendo de um problema psicológico, com a finalidade de não apenas conscientizar, além de moralizar e fiscalizar a saúde pública, e, por consequência atenuar a depressão entre os jovens no Brasil. Se assim for feito, a maior parcela da nação desfrutará dos princípios existencialistas.