O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 01/05/2019
De acordo com Lavoisier, “na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”. Nessa perspectiva, as mudanças comportamentais são vistas como normais, no entanto, a depressão mostra que essa dualidade é perigosa e deve ser tratada. Isso se evidencia na falta de apoio dos que convivem com os jovens deprimidos, como também o pouco investimento no setor escolar para tratar esse assunto com eficácia.
Em primeira instância, é importante ressaltar que muitos adolescentes sofrem com a doença do século XXI, a depressão. Costumeiramente os noticiários mostram pessoas que tiraram sua própria vida, mas antes demonstraram sinais e alterações no comportamento. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o suicídio é a segunda maior causa de morte entre jovens. Nesse viés, percebe a negligência dos indivíduos que convivem com o deprimido em tratar o assunto com seriedade, ademais, não achar que seja apenas um momento passageiro, antes que o pior aconteça, a morte.
Outrossim, a escola é um dos lugares que os discentes começam a mostrar os sentimentos que muitas vezes são negligenciados. Por conseguinte, tragédias podem acontecer caso o emocional dos discentes não seja tratado. Prova disso foi o ocorrido em 2014, no Rio de Janeiro, segundo o jornal O Globo, um ex-aluno entrou na escola na qual sofria bullying e matou 12 pessoas, logo após se matou. Logo, é necessário um investimento maior no setor educacional, com profissionais capacitados em cuidados psicológicos, a fim de evitar problemas futuros e preparar os discentes para os embates trazidos pela vida.
Fica claro, portanto, que medidas precisam ser tomadas para que a premissa de Lavoisier seja verdadeira e aconteça transformações, haja vista para melhor. Cabe ao Ministério da Educação em consonância com a mídia, debater o tema da depressão abertamente, ademais, incluir nas salas de aula psicopedagogos e horários de conversas com os alunos e a família, com o objetivo de esclarecer e transparecer as mudanças comportamentais dos jovens e a importância da ajuda dos responsáveis nessa fase. Assim, todos em conjunto lutará para uma melhoria na saúde mental, e essa doença não será mais uma epidemia.