O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 06/05/2019
Cogita-se com muita frequência a respeito da depressão no Brasil. Consoante o médico, Augusto Cury esse é o último estágio da dor humana, tendo em vista que diversos fatores contribuem. Isso se evidencia não só no contexto familiar com a superproteção dos pais e paradoxalmente sua ausência na resolução de problemas, como também no setor educacional devido ao aumento desenfreado do bullying.
Em primeira instância, é importante ressaltar que muitos jovens sofrem com o mal do século, a tristeza profunda. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a depressão já é questão de saúde pública, devido atingir um grande número. Ademais, mesmo sendo um fator alarmante, os pais de famílias têm negligenciado a prática do auxílio aos filhos que sofrem alterações comportamentais. Exemplo disso, é que os presentes dados aos jovens aparentam resolver todos os problemas existentes, sendo que nada equivale à conversa e apoio. Por conseguinte, os adolescentes não desenvolvem habilidades para lidar com as frustrações da vida, tornando assim pessoas depressivas.
Outrossim, o ambiente escolar também favorece para o crescimento exponencial desse problema. Segundo o jornal O Globo, um ex-aluno que sofria bullying entra na escola no Realengo, Rio de Janeiro, e mata 12 pessoas. Nessa perspectiva, todo o contexto social foi prejudicado por uma atitude que poderia ter sido evitada se o sofrimento anterior do adolescente fosse tratado. No entanto, diversos discentes passam por situações constrangedoras, como apelidos pejorativos, exclusão de grupos, que persistem e causam mudanças no comportamento, inclusive, posteriormente o desejo de vingança e suicídio. Logo, a escola deve se preparar para perceber e reprimir atitudes de menosprezo e preconceito.
Fica claro, portanto, que medidas precisam ser tomadas a fim de que a fase da juventude no Brasil não se torne um pesadelo. Cabe ao Ministério da Educação oferecer palestras para as famílias, com o objetivo de explanar para os pais a importância da transparência e presença na vida dos filhos nessa fase conturbada. Além disso, deve incluir psicopedagogos nas escolas e visitas semanais com os alunos, com o objetivo de ajudar a resolver os impasses e perceber as mudanças que ocorrem. Dessa forma, a geração futura não terá os mesmos problemas que a atual.