O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 07/05/2019
Depressão é uma doença crônica que não tem cura, mas se diagnosticada e tratada na fase inicial apresenta bons resultados na recuperação. O governo público está investindo no controle e prevenção de distúrbios psicológicos, todavia não o suficiente, pois todos os dias 32 brasileiros cometem suicídios, visto que é a segunda causa de morte entre jovens de 14 a 19 anos, segundo dados do Ministério da Saúde de 2018. Isso significa, que a sociedade não sabe identificar sinais de transtornos, além do mais o preconceito inibe a pessoa a buscar por ajuda profissional.
Em primeiro lugar, é importante que a população saiba definir sintomas depressivos nos jovens, o que parece ser muito fácil, que na realidade não é. Pois, a fase da adolescência é uma fase de transição e que a maioria da juventude busca mudar o visual, aderem aos cortes e pinturas de cabelos exageradas, tatuagens e pierceng. Desse modo, as mudanças físicas podem maquiar sintomas, tais como aflição, ansiedade, insônia e dificuldade escolar e convívio social. Dado que não perceber sinais de transtornos mentais na juventude pode levá-los a cometer suicídios, parafrasear Augusto Cury, que conclui que uma pessoa que ceifa sua vida ela quer matar a dor que o aflige, mas nunca a vida.
Além disso, outro fator que impede a buscar por ajuda médica e psicológica é o preconceito cultural que rotulava os doentes mentais, como pessoas improprias para estar na sociedade e não tratava os doentes. Fato comprovado na construção do manicômio de Barbacena -MG em 1903, que internava e torturava pacientes transtornos, síndromes e autistas.
Portanto, é necessário conscientizar a população dos sintomas depressivos cabe ao Ministério da Saúde com o auxílio de médicos, enfermeiros e psicólogos que trabalham em postos de referência a família realizarem palestras e debates, nas escolas, nos parques, clubes da juventude e idosos como identificar sinais de aflição, ansiedade, e desconstruir os tabus culturais, a exemplificar tratamento humanizado, que é convívio social, familiar, medicações oral e apoio psicológico.