O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 09/05/2019

A filósofa Hannah Arendt caracteriza como o pior dos males: aquilo que é tido como banal e corriqueiro, de modo a passar despercebido. Esse pensamento, vincula – se a realidade brasileira no tocante a negligência da educação emocional como forma de combate a imbróglios sociais como ansiedade e depressão. Dessa maneira, é indubitável que essa situação deve ser combatida de forma mais organizada pela sociedade. Assim, é preciso analisar os fatores que englobam esse cenário.

De início, cabe ressaltar que a falta de atenção dos órgãos educacionais persiste intrinsecamente relacionado a irresponsabilidade pública dos gestores das escolas. Nesse sentido, o aumento contínuo dos casos de transtornos sociais promove um cenário de medo por parte de alguns adolescentes ao abordarem assuntos como sentimentos ou questões de seu lado pessoal, resultando em baixo desenvolvimento cognitivo e intelectual do jovem e fazendo com que se desenvolva o crescimento da evasão escolar. Desse modo, evidencia – se a prática da regulamentação como forma de combate à problemática.

Além disso, é importante notar que a falta de investimentos em psicólogos nas escolas funciona como impulsionador do desequilíbrio emocional dos alunos. Ilustra esse fato preocupante a pesquisa feita pela Folha de São Paulo, que mostra que mais de 50% das instituições educacionais, do Brasil, não contam com a ajuda de profissionais de saúde (incluindo psicólogos) em sua conduta. Sendo assim, tornou – se óbvio que é inaceitável a persistência de tal situação em território nacional, sabendo que o Brasil ocupa nona posição dentre as maiores economias mundiais.

Fica claro, portanto, que para mitigar o pior dos males, citado por Hannah Arendt, medidas precisam ser colocadas em prática. Para tanto, o Ministério da Educação, que tem como objetivo zelar pelo desenvolvimento da educação do país, deve criar projetos que promovam a participação diária de profissionais da saúde psicológica periodicamente nas escolas, por meio de investimentos feito pelo governo, com parcerias com ongs e institutos especializados em palestras e educação voltado ao âmbito emocional. Espera – se, com isso, garantir que a aprendizados relacionados ao estado emocional dos indivíduos, ajudem em seu pleno desenvolvimento social e intelectual.