O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 27/05/2019

No filme “As faces de Helen” os estereótipos relacionados à depressão são desconstruídos ao retratar a “vida perfeita” de uma jovem deprimida. Nessa ficção, o transtorno depressivo é abordado como uma doença que pode acometer qualquer pessoa, em qualquer situação. No Brasil do século XXI, tal percepção é fundamental para analisar e atenuar os distúrbios psicológicos que crescem, sobretudo, entre os jovens.

Conforme dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é o país mais deprimido da América Latina. Cerca de 25% dos jovens brasileiros enfrentam ou já enfrentaram episódios depressivos. Dentre as principais causas estão o desemprego, bullying e cyberbullying, abusos sexuais e o abandono familiar. A insensibilidade perpetuada pelas sociedades capitalistas está volatilizando as relações interpessoais e afastando as pessoas, o que corrobora para a solidão crônica e para depressão como doença epidêmica.

De acordo com o sociólogo Max Weber, a burocracia inerente às sociedades contemporâneas é a responsável pelo desencantamento que acarreta a depressão. Considerada como o “mal do século XXI”, essa doença está relacionada ao isolamento social, à agressividade, ao “cutting” - automutilação praticada pelos jovens - e ao suicídio. Todavia, não é possível padronizar a sintomática depressiva, pois o quadro clínico é individual e variável.

Torna-se evidente, portanto, que são fundamentais mobilizações para reduzir os índices de depressão. Inicialmente, cabe ao Ministério da Saúde, em parceria com o Ministério da Educação, desenvolver campanhas de combate ao distúrbio depressivo e às suas principais causas, por meio de palestras e debates com profissionais da saúde, a fim de atenuar os casos. Outrossim, compete à Secretaria de Comunicação Social difundir informativos acerca de onde e como conseguir ajuda e acompanhamento profissional, por meio de publicidades. Destarte, será possível assegurar qualidade de vida aos brasileiros.