O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 27/05/2019

No mundo fictício da editora de quadrinhos Marvel está Wanda Maximoff, cujo alter ego Feiticeira Escarlate. Personagem muito presente nos últimos filmes do universo cinematográfico da editora que tem ganhado uma atenção especial dos fãs por mostrar-se muito poderosa, capaz de manipular mentes, energias, realidades e até mesmo ressuscitar os mortos. Mas o que muitos não sabem é que, mesmo com tanto poder, a personagem revela em uma de suas histórias sua grande melancolia e o uso de remédio para depressão.

Uma historia fictícia, porém, não tao distante do mundo em que vivemos, já que a depressão vem tomando conta da sociedade. Tal fato é no Brasil onde há um alto índice em crescimento de pessoas depressivas. Uma doença causada por uma sequência de fatores pessoais na vida de um indivíduo que consequentemente alteram o funcionamento de neurotransmissores responsáveis por estados emocionais como falta de fome, ausência de felicidade, sensibilidade a dor e até mesmo o sentimento de não querer estar vivo.

Com o fácil acesso a internet, o uso de redes sociais é muito presente na vida de todos. Contudo, para os adolescentes, que por natureza encontram-se em uma fase cheia de hormônios e decisões difíceis a serem tomadas, a internet pode-se tornar uma grande aliada para a depressão já que a mesma mostra muitas pessoas vivendo utopias e causando a alguns a falsa impressão de que não são bons o bastante quanto deveriam. Sendo assim jovens merecem atenção redobrada ao risco, pois se tornam alvos mais fáceis para a doença tendo em vista que a adolescência em si já não é algo fácil de ser vivido, por conta de toda uma pressão exercida pela sociedade para se encaixar no padrão.

Em virtude dos fatos expostos anteriormente e a história fictícia da poderosa personagem Wanda, pode-se concluir que  depressão não escolhe o mais fraco ou o mais forte, todos estão suscetíveis ao risco. Por isso, cabe ao Ministério da Educação junto ao Ministério da Saúde promoverem aulas, presenciais e onlines, e simpósios com o objetivo de explicar de forma didática como funciona a doença e quais ações devem e não devem ser tomadas pelas pessoas próximas ao doente com o objetivo de lhe ajudar. Inclusive salientar que não existe drama quando se trata de saúde, toda forma de dor deve ser levada a sério.