O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 29/05/2019

A Constituição Federal de 1988 assegura construir uma sociedade livre, justa e solidária. Porém, no século XXI, a depressão tem corroborado na desconstrução social ao retroceder à cláusula, uma vez que é recorrente pela fragilização dos laços humanos e individualista entre os jovens no Brasil, hodiernamente.Nesse sentido, nota-se a persistência de dois empecilhos, a pressão da vida moderna e o distanciamento da família, nos quais tornam-se um óbice infenso ao exercício da cidadania.

Em primeira análise, a depressão apresenta-se como uma doença inaugurada, drasticamente, pelo avanço da modernidade. Desse modo, o individualismo marcante nas relações contemporâneas, insere no sujeito pressões exteriores nas quais adoece o ser humano transformando-o em depressivo. Só para ilustrar, na obra do escritor  Roberto Ioannou, ‘‘Sociedade x A Depressão’’, o autor revela que as imposições da vida moderna e os comportamentos compulsivos, são fatores consequentes da realidade dos jovens e, por sua vez, percebe-se a decadência do cenário social devido a inexistência de um controle para regular esse problema. Sendo assim, é inadmissível que um Estado Constitucionalista, promotor do âmbito da justiça, crie descaso mediante o aumento de pessoas depressivas decorrente do mundo globalizado, e não atue  na redução de casos futuros.

Outrossim, consoante ao termo sociológico - Anomia-, de Émile Durkheim, em que ressalta sobre a predominância de conflitos ocasionados pela ausência de regras, a depressão procede nessa perspectiva ao ser reflexo da falta da sociedade na busca de estabelecer a coesão. Como resultado, a fragilização dos laços familiares distancia a vítima, comprometendo-a a passar por sofrimentos que desgastam psicológico e corporalmente. Ademais, é inaceitável que no Brasil, onde garante defender a harmonia e o equilíbrio social, as barreiras da depressão não possam ser superadas.

Logo, é imperativo propor medidas consentâneas na atenuação da depressão. Para isso, o  Ministério da Saúde deve criar instituições especializadas no tratamento da depressão, por meio de atividades de inclusão, como a atuação de psicólogos no acompanhamento entre a relação da vítima e família, com intuito de aproximar e fortalecer os relacionamentos de ambos. Dessa forma, a Constituição Federal de  1988 passará a ser aplicada conforme os objetivos tornar-se-á prioridades.