O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 02/06/2019

A opressão simbólica da qual trata o sociólogo Pierre Bordieu: a violência aos Direitos Humanos não consiste somente no embate físico, o desrespeito está, sobretudo, na perpetuação de preconceitos que atendam contra a dignidade da pessoa humana. Dessa forma, a falta de compreensão por parte da população a respeito da depressão como uma doença, prejudica o desenvolvimento pessoal e profissional dos jovens, uma vez que tem-se apresentado um aumento de casos, logo, urge necessidade de discussão sobre essa temática.

Em primeiro lugar, estudo divulgado em 2011 pela editora BioMed Central, o Brasil apresenta 18,4% de casos de depressão, dessa maneira, sendo o terceiro país mais depressivo do mundo. Assim, com o desenvolvimento da psicologia e da medicina no século XXI, tem-se surgido o crescimento cada vez maior de casos de depressão no mundo, de modo que tal enfermidade passou a ser considerada como doença e não algo de caráter moral ou religioso. Por conseguinte, os jovens são os mais prejudicados por essa doença nas ruas relações pessoas para com amigos e familiares, a falta de informação destes a respeito da doença, impossibilita que os mesmos tome providências. Ademais, é preciso que a população veja a depressão como um doença e que si tornou uma epidemia.

Em segundo lugar, segundo relatório da OMS (Organização Mundial da Saúde), feito em 2000, previa que 15% da força de trabalho mundial abandonaria seus postos por motivos relacionados à depressão. Sob essa ótica, é fácil de si pensar que os futuros jovens que vão para o mercado de trabalho, são os mesmos que apresentam alta taxa da doença. Dessa maneira, a falta de perspectiva para a realização de suas atividades rotineiras tanto no ambiente de trabalho quanto no familiar ressalta o sintoma da doença. Diante disso, é necessário a identificação da depressão nos jovens para iniciar formas de tratamento.

Portanto, é mister que o Estado tome providência para melhor o quadro atual. O Ministério da Saúde deve promover exames de sangue nos bebês recém nascidos para identificar quais teriam propensão para o desenvolvimento da doença na adolescência e informar os país sobre. Outrossim, as escolas, em parceria com as famílias, devem inserir a discussão sobre esse tema tanto no ambiente doméstico quanto no estudantil, por intermédio de palestrantes, com a participação de psicólogos e especialistas, que debatam acerca dos sintomas e do tratamento. Feito isso, estaremos diminuindo os dados apresentados pela BioMed Central e a OMS, além de tornar uma população mais consciente e crítica a respeito dessa doença.