O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 19/06/2019

Depressão e prevenção ao suicídio.

A famosa série inglesa, original da Netflix: “Orphan Black”, inicia com um misterioso suicídio da personagem Sarah, que sofria de depressão. Levando em consideração que, fora do cenário fictício, o aumento de suicídios de jovens no Brasil cresce exponencialmente, em detrimento da depressão. Torna-se necessário, portanto, que políticas públicas sejam utilizadas para combater tal doença epidêmica.

Em primeiro plano, de acordo com o filósofo brasileiro, Augusto Cury: “não se deve nunca desprezar as pessoas deprimidas, pois a depressão é o último estágio da dor humana.” Tendo em vista que, o Brasil é um país carente de empatia em grande parte da população, a depressão é vista por muitos como asneira, sinônimo de fraqueza, tristeza e medo. No entanto, trata-se de um transtorno mental frequente, que atinge cerca de 5% dos jovens e adolescentes, sendo desencadeada, muitas vezes, por desavenças  com a família em casa e, principalmente, bullying nas escolas.

Ademais, cabe ressaltar que, segundo dados do Ministério da Saúde, 1 caso de suicídio ocorre a cada 46 segundos no Brasil. São dados alarmantes que precisam de atenção especial. Além disso, psiquiatras e psicólogos enfatizam que frases como: “A vida não vale mais a pena”, “Prefiro morrer” e “Queria desaparecer” são sinais de alerta para família e amigos procurarem ajuda profissional e, assim, tomarem as devidas providências.

Dessa forma, torna-se evidente que há necessidade de ações para a conscientização sobre depressão por parte da população. Logo, o Governo Federal deve atuar por meio do Ministério da Educação e admitir psicólogos em escolas e universidades públicas, para atuarem em horário letivo, dispôr de atendimento específico para os jovens é fundamental, como também, administrar palestras para pais e professores, orientando a observar indícios da doença nas crianças e adolescentes. Paralelamente à isso, o Ministério da Saúde deve incluir mais profissionais da área da psicologia e psiquiatria no SUS, ao redistribuir verbas na área da saúde, a fim de resolver a depressão como uma patologia. Assim sendo, é possível que esse conjunto de questões seja diminuído, ou até mesmo controlado.