O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 09/08/2019
Durante o século XIX, a literatura brasileira passava por uma fase melancólica. Era comum muitos escritores sofrerem com depressão na segunda geração romântica, o que deixou a doença conhecida como “mal do século”. Entretanto, a depressão continua, ainda no século XXI, a atormentar muitas pessoas. No Brasil, os índices de aumento da doença entre os jovens são alarmantes devido ao uso descontrolado das redes sociais e a falta de discernimento durante a fase da puberdade.
Sabe-se que usar o celular e as redes sociais sem entender o risco que eles representam é bastante normal, principalmente entre os jovens. Contudo, pesquisadores coreanos descobriram que adolescentes viciados em smartphones e internet possuem um desequilíbrio nas atividades cerebrais, relacionado à depressão e ansiedade. Por certo, a maioria dos usuários não reconhece o perigo a que se expõe ao revelar sua vida para seguidores ou ao comparar-se constantemente com os padrões estabelecidos nas redes.
Outro aspecto a ser abordado é que, durante a juventude, as pessoas já estão evidenciando muitas mudanças. Elas precisam se posicionar e decidir quem são e o que querem em um mundo, por vezes, contraditório e superficial. Todas essas transmutações propiciam uma sensibilidade, que pode ser mal compreendida pela família, especialmente no Brasil que é o terceiro país mais depressivo.
Fica claro, portanto, que o uso abusivo da internet unido com o desconforto emocional gerado pelos hormônios oportunizam uma vulnerabilidade para a depressão entre os jovens. Diante disso, a família deve promover limites para a utilização das redes sociais, ao mesmo tempo que propõe relações mais sólidas dando todo o apoio ao jovem que enfrenta a doença. Ademais, é importante que nas escolas brasileiras hajam discussões sobre o uso coerente do celular, por meio de palestras e encontros. Para que assim, os índices de depressão possam diminuir e a doença ser apenas uma marca no passado da literatura brasileira.