O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 02/08/2019

O romantismo foi um movimento artístico que surgiu na Europa em meados do século 19, sendo caracterizado pelo pessimismo, desejo pela morte, escapismo da realidade e outros sentimentos que se relacionam intimamente com a doença conhecida como depressão, um mal silencioso que, atualmente, afeta milhões de pessoas pelo mundo e, principalmente os jovens, que em muitos casos se tornam vítimas dessa enfermidade, podendo gerar consequências irreversíveis como o suicídio do portador.

Frequentemente, a depressão não é vista como a doença que é na realidade, sendo comparada a algo bobo e passageiro pelos membros da sociedade. Esse pensamento que, infelizmente, se mantém até os dias de hoje é o principal agente que impede as pessoas que sofrem desse mal procure ajuda e o tratamento adequado, já que sentem medo e vergonha de sofrerem represálias.

Incontestavelmente, essa doença é uma das principais problemas que residem no mundo e, em especial, no Brasil, onde números alarmantes apontam um aumento de mais de 700% de depressão nos últimos anos, sendo considerada o terceiro país que mais apresentam casos dessa mazela, de acordo com a organização mundia de saúde. Expressando que esse assunto é bastante sério para não ser debatido com a frequência merecida.

Ao mesmo tempo que se busca novos meios para se identificar e tratar a depressão, é preciso ter atenção para com os jovens que é o grupo mais atingido pela doença, se tornando mais afastados nas relações interpessoais, perturbados no cotidiano e com diversas crises psicológicas e manias, o que os leva a procurar meios de aliviar a dor que sentem como, por exemplo, no jogo conhecido por baleia azul, que os leva a fases de automutilação, sendo o ultimo estágio o suicídio do participante.

Logo, é necessário que o ministério da saúde juntamente com o ministério da ciência, elabore meios para se diagnosticar a doença nos estágios iniciais para combatê-la, assim como disponibilizar o tratamento de forma rápida e segura aos que já possuem essa mal. Além disso é preciso que o governo feche parceria com a ONG’s como, por exemplo, o centro de valorização da vida, que busca ajudar a população com pensamentos suicidas. E por fim, o MEC elabore projetos para que se ensine de forma didática sobre a doença a fim de que no futuro, mais pessoas procurem ajuda, pois como dizia Immanuel Kant: “O ser humano é o que a educação faz dele”.