O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 07/08/2019
Promulgada pela ONU, em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à vida, saúde e bem-estar social. Entretanto, o fato de haver crescentes casos de depressão no Brasil impede que a população atingida desfrute dessas seguridades. Nesse sentido, há fatores que impulsionam esse problema, como as preocupações da sociedade contemporânea.
Primeiramente, a fase da adolescência e inicio da adulta apresenta diversas escolhas, sejam elas fáceis ou difíceis, como o primeiro emprego ou qual faculdade cursar, sendo um momento de descobertas e de responsabilidades. Contudo, segundo a Universidade de Johns Hopkins nos Estados Unidos, por meio de pesquisas, mostrou que esse é um dos momentos mais sucessíveis à depressão. Infere-se, então, que nem todos os jovens se sentem confortáveis em viver em uma sociedade que cobra constantemente de cada indivíduo e de suas habilidades, florescendo um sentimento de incapacidade de atingir as expectativas e, como resposta de seu corpo a essas ameaças, a depressão. Logo, essa doença é extremamente perigosa para os adolescentes e adultos visto que se propaga de forma preocupante, causando isolamento, perda de vontade, automutilação e, em casos extremos, o suicídio.
Igualmente, há um grande desprezo da saúde pública brasileira para com o combate da depressão, seja a falta de profissionais capacitados, a escassez de medicamentos para o tratamento e a estigmatização da doença. Com isso, sem os devidos tratamentos, essa patologia ameaçará a forma de viver dos seres humanos, transformando-os em pura solidão e tristeza. Como dito pelo psiquiatra Augusto Cury, “Nunca despreze as pessoas deprimidas, a depressão é o último estágio da dor humana”.
Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para combater esse problema. Em virtude disso, urge que o Ministério da Educação, com parceria dos munícipios brasileiros, deve, por meio de concursos públicos, contratar profissionais especialistas na doença para trabalhar, principalmente, em regiões de altos percentuais de depressão, tratando e acompanhando possíveis casos, além de informar as populações locais sobre como reagir à depressão, a fim de quebrar o estigma criado. Dessa forma, podemos reduzir essa problemática no Brasil.