O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 20/08/2019

Desde a segunda fase do Romantismo, é inegável a presença da depressão entre os jovens, representado em destaque pelo poeta Álvares de Azevedo. Contudo, apesar da constante modernização, o Brasil ainda persiste com números gritantes de casos entre essa classe, enfrentando dificuldades para superar o entrave devido a preconceito para buscar ajuda emocional e a falta de preparo de saúde mental.

Em primeira instância, é indubitável o estigma social quando o assunto se trata de auxílio afetivo. A prova disso, é que segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o Brasil lidera o ranking de casos da doença na América Latina. E o número tende a cresce quando se trata do público “alvo”, sendo ele, os jovens. Isso acontece devido ao período de transformações físicas e emocionais constantes, aliada a falta de apoio e instrução emocional, que vem sendo mantido desde a época do romantismo supracitado.

Outrossim, é perceptível que no país existe pouca preocupação para trabalhar a saúde emocional. Isso é perceptível ao se deparar com fatos do cotidiano, como a ausência de psicólogos na maioria das escolas públicas, preocupação dos jovens para se enquadrar nos padrões de beleza, mediante cirurgias e abusos de medicamentos. Dessa forma, é observável o conceito da “tábua rasa” do filósofo John Locke, “O homem nasce como uma folha em branco. ”, ou seja, é a através da aprendizagem ao longo da vida, que vai fazer do jovem um indivíduo equilibrado e saudável.

Portanto, medidas são necessárias para enfrentar o aumento da depressão entre os jovens brasileiros. Dessa maneira, o Ministério da Educação deve promover aulas voltadas a saúde mental, por meio de palestras e debates entre os jovens e suas famílias, para favorecer a união das duas instituições sociais, uma vez que juntas têm maior probabilidade de diminuir os casos. Assim, será possível solucionar os impasses, reduzindo o índice alarmante da OMS.