O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 21/08/2019

É irrefutável alegar que todos os seres humanos detêm de inúmeras perturbações e adversidades em sua vida. Todavia, tais fases apesar de habituais podem ocasionar em uma doença desprezível intitulada “depressão”, a mesma atinge singularmente os jovens e tem se expandido hodiernamente no Brasil, e que segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde) já ocupa cerca de 6% da população brasileira.

Considera-se que esse distúrbio é inveterado, visto que já vislumbrava-se sinais de tristeza, sofrimento e ausência da vontade de viver no século XVII, caracterizado como “mal do século”, que se fazia presente em um memorável movimento literário da época, denominado: romantismo. O mesmo designava uma melancolia profunda retratada pelos escritores, como Alvares de Azevedo, onde retratava que tal sofrimento expressado levava ao suicídio. Logo vê-se que é  imprescindível levar a depressão a sério, pois estar bem psicologicamente é tão relevante quanto fisicamente.

É notório que com o avanço da massa populacional em relação ao meio tecnológico, os vínculos estão cada vez mais líquidos e superficiais, atentando-se para o fato de que o meio midiático das redes sociais forjam uma vida perfeita, saindo do padrão da realidade, ocasionando em uma inferiorização de si mesmo, levando em consideração que o carinho, e a preocupação com o outro diminuiu, acarretando no sentimento de solidão e a não aceitação da sua existência. A depressão não singularmente acomete jovens, como também crianças e idosos, por abundantes motivos, e é indiscutível que esse quadro precisa ser revertido.

Diante de toda precariedade, vê-se que essas pessoas demandam de mais atenção, seja dos familiares e amigos e também do governo, que poderia implantar medidas cabíveis como um acesso gratuito de terapias online, ou em postos médicos. Ademais campanhas sobre o suicídio, e sobre a importância de cuidar da saúde mental deveriam ser insertadas todos os meses nas ruas, e em plataformas digitais para que alcance o público com maior facilidade. Necessitaria ainda que fosse obrigatório uma avaliação psicológica de cada indivíduo  diariamente em setores como escolas, empresas, e hospitais, para que se permita alcançar uma sociedade sadia psicologicamente.Em razão de que, segundo Sigmund Freud “Em última análise, precisamos amar para não adoecer”.