O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 22/08/2019

Desde o início das ideias iluministas, século XVIII, entende-se que uma sociedade só progride quando os indivíduos se sensibilizam com os problemas dos outros. No entanto, quando se observa a depressão de jovens, no Brasil, hodiernamente, verifica-se que o conceito progressista não é constatado na pratica, desse modo, a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país. Nesse sentido, convém analisar as principais causas, consequências e possível medida para a solução desse imbróglio.

Primordialmente, vale destacar que a modernidade líquida descrita pelo sociólogo, polonês, Zygmunt Bauman, em que os jovens estão expostos, na atualidade, fazem com que eles sejam cobrados, o tempo todo, a se adaptarem às demandas que a sociedade exige, isso atua como um gatilho para a origem do problema. De acordo com a Folha de São Paulo, matéria de 2018, a depressão, na juventude, tem crescido influenciada pela exposição às redes sociais, além de fatores culturais, sociais e econômicos. Dessa forma, a orientação direta de pessoas próximas fará toda diferença.

Outrossim, as consequências advindas desse impasse podem ser devastadoras para a vítima. Consoante à Organização Mundial da Saúde (O.M.S), no ano de 2018, o suicídio foi a segunda maior causa de morte em pessoas de 15 a 29 anos, dessa maneira, é notório que essa faixa etária é um fator de risco e merece toda atenção possível. Logo, configura-se como inaceitável a omissão, até mesmo de instituições educativas ou influenciadoras da opinião pública, frente ao declínio da autoestima a que essas novas gerações estão submetidas.

Diante dos fatos supracitados, é evidente que medidas devem ser tomadas para alcançar o progresso retratado pelos filósofos das luzes. Portanto, cabe ao Governo Federal desenvolver o projeto jovem saudável, por meio de parcerias entre mídias e instituições escolares, com dados científicos, depoimentos de vítimas e alternativas que ajudem esses sofrentes a enfrentar a depressão. Espera-se, com isso, formar jovens mais equilibrados emocionalmente e aptos a defrontar as demandas sociais.