O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 23/08/2019
A segunda geração Romântica - conhecida como “Mal do século” - apresentava uma postura escapista, no qual a morte era vista como uma forma de libertação dos sofrimentos humanos. De modo semelhante, o número de indivíduos brasileiros que idealizam a morte como uma forma de evasão da realidade é exorbitante, devido à depressão. Diante disso, deve-se analisar como a ausência de conhecimento da sociedade sobre o transtorno e o individualismo elevado induzem a problemática.
É relevante enfatizar, a princípio, que o desconhecimento em relação a depressão pode induzir o aumento do número de suicídio no Brasil. Isso ocorre porque, embora a Terceira Revolução Industrial tenha proporcionado a ampla aquisição de informação e a viabilidade de maior interação entre os indivíduos, muitos deles ainda são cercados de mitos sobre o transtorno depressivo. Por exemplo, acreditam-se - erroneamente - que, a depressão não é uma doença médica, não tem cura ou até mesmo que “vai embora” sem tratamento. Por consequência desses pensamentos, essa doença não é diagnosticada e tratada, induzindo o seu agravamento, o que pode até acarretar o suicídio do indivíduo.
Outrossim, destaca-se, ainda, o individualismo exacerbado como impulsionador do problema. Isso acontece devido, conforme defendeu o sociólogo Zygmunt Bauman, em sua célebre obra “Modernidade Líquida”, as pessoas não buscam se envolver nas relações interpessoais que desenvolvem ao longo da vida. Com isso, por meio desse enfraquecimento nos laços afetivos, o individualismo é potencializado e a maioria da população acaba, muitas vezes, não se importando com o sofrimento depressivo de uma pessoa, como a sua solidão, sua tristeza e a sua ansiedade elevada, dessa forma, o que fortalece a sensação de insegurança que a depressão desenvolver no mesmo.
Infere-se, portanto, que a ausência de informação em relação a depressão e o individualismo elevado influenciam a problemática. Desse modo, é necessário que as mídias televisa, digital e imprensa precisam divulgar propagandas que instruam informações sobre o estado depressivo, como a identificá-la e agir com as pessoas que possuem o transtorno, a fim de desconstruir os tabus ainda presentes na sociedade. Ademais, o Ministério da Educação, juntamente com as escolas, deve alterar o currículo escolar do ensino infantil, fundamental e médio, adicionando a disciplina de ética e cidadania. Pois tal disciplina, terá o intuito de promover a empatia ao próximo, no qual mitigará o individualismo exacerbado no meio social.