O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 24/08/2019

Com o advento da Revolução Técnico-Científica no século XX, a propulsão do setor tecnológico foi significamente notória diante da globalização das relações individuais. Hodiernamente, o cenário brasileiro sofre as consequências da nova era digital, em que a base familiar perpetua um ciclo de sentimentos depressivos, enquanto a vida online altera o equilíbrio mental dos jovens. Logo, é necessária a discussão dos aspectos em pauta.

Deve-se pontuar, de inicio, que toda atividade parental reverbera nas ações reproduzidas na aprendizagem. Em contrapartida, o filósofo Pierre Bourdieu defende que os filhos herdam os hábitos repassados pelos pais, sendo plausível observar que as famílias disseminam, indiretamente, suas confusões psicológicas enraizadas, com a premissa que o desequilíbrio mental não é um agente modificador da realidade.

Outrossim, é válido salientar que, conforme Marshall McLuhan, toda a civilização está interligada, presumindo que quem não tem acesso à modernização é excluído socialmente. Ademais, sob tal ótica, a população juvenil é bombardeada por uma necessidade imediatista e, por conseguinte, gerando deturbações emocionais em todos os âmbitos, amplamente influenciados pelas mídias segregadoras da informação.

Em suma, medidas são necessárias para popularizar a existência da enfermidade e atenuar a influência da hiperconectividade. Portanto, cabe ao ministério da Saúde democratizar o conhecimento da depressão, tanto por meio de banners informativos nos centros de saúde, como também, proporcionar o assistencialismo de psicólogos nas comunidades, assim, as diferentes classes sociais serão abrangidas pela precaução e tratamento.