O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 26/08/2019
O Aumento da depressão entre os jovens no Brasil De acordo com Augusto Cury, a depressão é o último estágio da dor humana. Nesse viés, percebe-se o alto número de brasileiros deprimidos e despreparados mentalmente para lidar com as frustrações. Isso se evidencia não só no setor educacional, como também na falta de compreensão e empatia.
Em primeira instância, é importante ressaltar que o ambiente escolar tem um papel fundamental na formação psíquica do aluno. No entanto, as escolas preocupam muito com questões curriculares, como notas, e esquecem que a preparação mental é o alicerce para todo sucesso. Tendo em vista que muitos jovens são tratados como inferiores por não conseguirem altas médias e acabam sendo excluídos dos grupos sociais. Porém, muitas vezes o problema não é a falta de capacidade, mas as questões externas que afetam o psicológico dos indivíduos, e esses não estão treinados para mudar tais situações. Como dizia Rousseau, o homem nasce bom, mas a sociedade o corrompe. Nesse contexto, é necessário entender e ensinar os alunos a passarem com circunstâncias adversas, para não se tornarem vítimas, mas autores da sua própria história.
Ademais, convém analisar ainda que após as Revoluções Industriais no século XVIII, os seres humanos têm sido cada vez mais individualistas, colaborando assim para o aumento da depressão. Conforme Zygmmunt Bauman, a sociedade atual é baseada em relações líquidas e superficiais. Por esse motivo o problema dos outros não tem tanta importância e a dor de outrem é insignificante perante um pensamento individualista. Exemplo disso, é a falta de tempo em ouvir e uma mente acelerada pela corrida capitalista. Por conseguinte, cresce exponencialmente a quantidade de pessoas deprimidas que decidem tirar a sua própria vida para acabar com a dor, sendo essa a maior cauda de morte entre jovens, consoante a Organização Mundial de Saúde.
Fica claro, portanto, que medidas precisam ser tomadas a fim de resolver esses impasses. Cabe ao Ministério da Educação inserir disciplinas curriculares com ênfase no preparo e tratamento psicológico, com o objetivo de ensinar aos jovens a lidar com os momentos tristes e ajudá-los a vencer a depressão. Além do mais, fornecer palestras abertas para todo o público, visando alertar sobre essa doença e tratar questões comportamentais, para que os cidadãos não percam a sensibilidade diante daqueles que precisam de ajuda. Assim, a geração futura será tratada psicologicamente.