O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 30/08/2019
Contrapondo as ideias do filósofo grego, Zenão de Cítio, em que: " A felicidade é o bem fluir da vida", vários jovens têm esse estado emocional afetado em virtude do aumento de doenças mentais, tal como a depressão. Devido, principalmente, à relativização da enfermidade, bem como a pressão social. Mostra-se, assim, a indispensabilidade de mudança para uma sociedade mais sadia.
Convém ressaltar, a princípio, que a falta de sapiência em relação à doença dificulta não só o diagnóstico como também o tratamento, uma vez que muitos indivíduos não sabem que a depressão é uma patologia. De acordo com uma pesquisa realizada em 2019 pelo Ibope, apenas 47% dos entrevistados a classificam como um transtorno mental. Além disso, 29% dos jovens entre 18 e 24 anos não estão convencidos de que esse desânimo pode ser tratado como um distúrbio. Com o advento do capitalismo e a valorização do individual, passou a ser necessário uma maior especialização, exigindo mais resultados dos jovens e, consequentemente, colocando uma pressão maior nesses.
Esse problema, lamentavelmente, provoca o aumento no índice de suicídios, visto que ao não ser tratada de maneira adequada a depressão tende a progredir. Conforme o Ministério da Saúde, a cada 46 minutos uma pessoa se suicída no Brasil. Ademais, segundo dados de uma análise feita pela Universidade Federal de São Paulo, a taxa de suicídios entre jovens de 10 a 19 anos aumentou 24% nas seis maiores cidades brasileiras: Porto Alegre, Recife, Salvador, Belo Horizonte, São Paulo e Rio de Janeiro, equanto cresceu 13% no interior do país. Evidencia-se, então, com o objetivo de que essa realidade seja modificada a ideia do autor Johann von Goethe, em que: " A maior necessidade de um estado é a de governantes corajosos".
Diante do exposto, por conseguinte, é necessário uma intervenção estatal. O governo em parceria com o Ministério da Educação devem criar palestras em escolas e universidades para os estudantes acerca da depressão e seus males a fim de mostrar que é uma doença, além de incentivar os jovens a buscarem o tratamento para que esses não optem por medidas drásticas, como o suicídio. Outrossim, é imprescindível que os responsáveis fiquem mais atentos ao comportamento dos filhos em casa, promovendo o diálogo frequente e diminuindo a exigência escolar sobre o adolescente para que esse tenha um ambiente mais acolhedor. A sociedade e a mídia, por sua vez, devem instituir campanhas de conscientização divulgando o Centro de Valorização a Vida nas redes de comunicação com o propósito de ajudar as pessoas que tiverem algum receio em procurar ajuda pessoalmente. Cabe, ainda ao indivíduo a consciência de que pedir ajuda não é sinal de fraqueza. Com isso, a ideia de Cítio poderá estar mais presente na vida desses indivíduos.