O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 30/08/2019
O ultrarromantismo foi um movimento artístico, político e filosófico, que teve início no século XIX, marcado pelo pessimismo e pela fuga da realidade, sendo considerado por alguns o mal do século. Já no mundo contemporâneo, a melancolia romântica mostra-se presente no alarmante aumento no índice de casos de depressão, doença que pode causar tristeza extrema e sensação de desesperança, podendo até levar ao suicídio. Além disso, a maioria das vítimas desse transtorno não recebe tratamento adequado, ficando presas aos sintomas da depressão. Assim sendo, a depressão pode ser considerada o mal do século XXI.
De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde) a depressão é a maior causa de incapacidade no mundo, estima-se que mais de 300 milhões de pessoas sofram com essa doença. É notável que o aumento dos diagnósticos de depressão tenha muita relação com os padrões de vida dos dias de hoje. Com a sociedade e o mercado de trabalho exigindo cada vez mais dos seres humanos, o estresse e a ansiedade estão presentes na vida do indivíduo contemporâneo, o que torna mais propício o desenvolvimento da depressão.
Mesmo que seja evidente a necessidade de um tratamento eficiente para os deprimidos, a OPAS (Organização Pan-Americana de Saúde) afirma que menos da metade dessa parcela da população recebe tratamento adequado. Isso ocorre principalmente pelo fato de as instituições de saúde não conseguirem acompanhar o rápido aumento nos índices de depressão, além da existência de estigmas sociais relacionados à doença, que propagam desinformação sobre o assunto. Assim, várias pessoas ao redor do mundo permanecem sofrendo com a depressão sem intervenção médica, ou por não terem condições para o tratamento adequado, ou por não terem informações sobre sua condição.
Nesse sentido, é necessário que o Ministério da Saúde tome medidas em prol do combate à depressão, intensificando o investimento nos setores da medicina relacionados aos transtornos mentais, visando garantir tratamento de qualidade para todas as classes sociais. Além disso, se mostraria útil a formação de ‘‘sites’’ governamentais de prevenção ao suicídio, no qual seria possível contactar profissionais que conversariam com o cliente tentando persuadi-lo a viver, além de fornecer informações sobre doenças relacionadas à saúde mental, procurando erradicar os estigmas sociais relacionados a elas.