O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 02/09/2019
Promulgada em 1948, pela ONU, a DUDH (Declaração Universal dos Direitos Humanos) garante a todos os indivíduos o direito à saúde e ao bem-estar. No entanto, a depressão ameaça à saúde das pessoas, ao influenciar diretamente os sentimentos, ações e à vida, pelo suicídio, a medida que a doença se agrava sem que haja a presença de um acompanhamento profissional. Desse modo, a cobrança excessiva sobre os indivíduos, aliada a influência do ambiente familiar, contribuem, principalmente, para a construção do quadro supracitado.
Em primeiro lugar, a excessiva cobrança por melhores resultados pessoais e/ou profissionais ocasiona um quadro depressivo, pelo esgotamento físico e mental que se acentua ao não atingir os objetivos estimulados, sendo muitos deles frutos de auto cobranças inatingíveis. Nesse âmbito, no segundo governo de Getúlio Vargas (1951-1954) o suicídio do ex-presidente foi ocasionado por pressões internas e externas no seu governo, mediante as medidas nacionalistas e desenvolvimentistas adotadas, recebendo críticas severas da oposição, de vários países e classes socais do Brasil. Assim, a cobrança excessiva pode ocasionar a depressão no indivíduo que, se não acompanhada por um profissional, pode resultar no suicídio. Sendo assim, a busca por resultados maiores e sempre melhores, causa o esgotamento físico e mental das pessoas levando-as à quadros depressivos.
Por conseguinte, a família é o pilar de todo indivíduo, visto que qualquer modificação no ambiente familiar o atinge diretamente ou indiretamente. Nesse contexto, a depressão dentro do seio familiar funciona como o supracitado, influenciando e disseminando todos. Tal fato é evidenciado pelo doutor Drauzio Varella, ao explicitar que a ocorrência de casos na ambiente familiar propicia uma alta concentração nesse local de pessoas depressivas, atingindo adultos, crianças e adolescentes pelo convívio diário. Assim sendo, o meio familiar com presença da depressão influencia na maior ocorrência de casos depressivos nessas pessoas, pela constante convivência e persuasão no indivíduo fisicamente e mentalmente que a família exerce no espaço e nas pessoas que ali se encontram.
Portanto, é necessário diminuir a depressão no ambiente familiar e as cobranças pessoais. Logo, o Ministério da Educação, aliado ao Ministério da Saúde, deve promover a conscientização social dos estudantes da importância da vida, do controle das pressões pessoais e de cuidar da saúde mental - principalmente entre os universitários, por receberem maiores pressões frente o mercado de trabalho e terem que conciliar isso com bons desempenhos universitários. Tal ação deve acontecer por meio de palestras nas escolas e universidades, com o acompanhamento psicológico pessoal. A partir de tais ações, poder-se-á diminuir e/ou erradicar a depressão por melhorar à saúde das pessoas suscetíveis.