O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 09/09/2019

Incontestavelmente, a ascensão no número de jovens que padecem de depressão, no Brasil, tem demonstrado a urgente necessidade de atenção à problemática, haja vista que o país aponta como expoente no desenvolvimento de tal mazela no globo. Dessa maneira, questões sociais e culturais denotam possíveis causas para esse mal.

Assim, diante da dinâmica social vigente, nota-se que os jovens se apresentam como público vulnerável ao acometimento dessa enfermidade. Tal fato pode ser demonstrado, por exemplo, através do dado da OMS de que, na faixa etária dos 15 aos 29 anos, a depressão é a segunda maior causa de morte, de modo que, no Brasil, entristecedoramente a Associação Brasileira de Psicanálise afirma que, pelo menos 10 por cento dos adolescentes no país sofrem de depressão. Desse modo, paralelamente a essa realidade, o  líder do Legião Urbana, ao cantar que “ela se jogou da janela do quinto andar”, composta como uma referência ao suicídio de uma jovem amiga, demonstra os extremos ao qual a juventude está exposta diante de quadros depressivos. Logo, faz-se urgentemente necessária a alteração de tal fatídica realidade na qual os jovens brasileiros estão inseridos.

Diante do exposto, a cultura capitalista, juntamente às conjecturas da globalização, configuram um cenário de frustração intrínseco às relações dos jovens. Tal fato, segundo Bauman, pode ser demonstrada através da liquidez das relações humanas, o que corroboraria para o aumento da sensação de solidão e consequentemente, às repercussões psicológicas associadas a isso. Ainda assim, estudos comprovam que a depressão está diretamente relacionada ao uso de tv e redes sociais, o que poderia ser explicado pela intensa criação de padrões inatingíveis.

Por conseguinte, o aumento da depressão, sobretudo entre os mais jovens, apresenta uma problemática no país. Assim, a família sendo o principal agente identificador, junto à escola, deve efetivar o direcionamento a profissionais de saúde capacitados, além de intermediar o uso saudável das redes sociais, incentivando relações mais humanas.