O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 05/09/2019
Conforme o conceito da OMS( Organização Mundial da Saúde) sobre a saúde, é necessário estar em equilíbrio em três critérios: mental, físico e social, ademais, não apresentar doenças. Porém, a realidade brasileira acaba destoando desses princípios, onde a depressão vem sendo a 2° doença que mais mata no Brasil, especialmente jovens de 15 a 29 anos, havendo então a necessidade de discutirmos os dois fatores que estão colaborando para o seu aumento.
Em primeira análise, é visível a influência da tecnologia como agente determinante na elevação de casos depressivos. Segundo os estudos científicos desenvolvidos pelo “Journal of Social and Clinical Psychology”( revista de Psicologia Social e Clínica), realizado entre jovens, o uso excessivo das redes sociais, principalmente-" Facebook", “Snapchap” e “Instagram”- são contribuintes do isolamento social. No momento em que os usuários imergem no mundo virtual, acabam comparando sua vida com as conquistas de famosos, “influencers”, que normalmente são “alcançadas facilmente”, além de apresentarem uma visão idealizada da felicidade. Assim, frustam-se frente aos problemas quando surgem e tendem a ter perspectivas negativas da sua realidade.
Ainda nesse seguimento, vale ressaltar o preconceito da sociedade diante o crescimento da depressão. De acordo com OMS(Organização Mundial da Saúde), 1 em cada 10 jovens, tem a tendência em desenvolver algum distúrbio de saúde mental. Entretanto, é notório a não aceitação desse diagnóstico como doença emocional por muitos, que estão acostumados a considerar apenas a patologia relacionada ao sentir físico. Parafraseando o pensamento de Isaac Newton, o que a comunidade brasileira sabe sobre a depressão é uma gota, comparada a forma que é discutida e abordada, contribuindo então para o silêncio de pessoas acometidas por ela.
Portanto, para que ocorra a diminuição da depressão entre os jovens no Brasil, é indubitável a presença do Estado na criação de cursos voltados para as escolas e comunidade, com intuito de atender, alertar, e prepará-los sobre a depressão(caso alguém próximo esteja apresentando possíveis sinais da doença), além de contratar profissionais qualificados para atender e realizar palestras gratuitas nesses ambientes, a fim de promover a consciência individual e o tabu sobre o tema.