O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 04/09/2019
Segundo o filósofo contratualista Jean Jacques Rousseau, o cidadão deposita sua confiança no Estado, e este se torna responsável por suprir as necessidades do povo, constituindo, assim, o “Contrato Social”.Isso é facilmente identificado no objetivo do Sistema Único de Saúde (SUS), tendo em vista que disponibiliza meios para o bem-estar dos indivíduos.Entretanto, veem-se os desafios do aumento da depressão entre os jovens no Brasil,seja por hábitos comportamentais,seja pela rotina social pós-moderna. Primeiramente, sabe-se que, o preconceito contra doenças mentais, deficientes e problemas psicológicos tem raízes históricas. Exemplo disso era a Grécia antiga que essas pessoas eram mortas ou excluídas da sociedade, o que não se diferencia muito da sociedade atual,já que prevalece esse sentimento de repúdio em que julgam tais doenças. Isso porque, veem hábitos comportamentais na qual se tem a visão de que o ser humano é apenas racional e ‘forte", e aqueles que apresentam emoções se tornam vulneráveis. Desse modo, é evidente o julgamento contra os que vão ao psicólogo, já que se construiu um padrão de só doentes frequentarem. Ademais, não só esses problemas relacionados a práticas comportamentais, mas também somado á rotina social pós-moderna potencializa, ainda mais,o aumento da depressão. Razão disso é,entre outras,uma população viciada em ver o lucro como bem-estar. Logo, nota-se a angústia, estresse e ansiedade, afetando a saúde física e a mental, sobretudo de jovens e universitários por não terem personalidade formada e apresentam uma sensação de estarem pressionados, pois buscam responder ao ego social de estar sempre ocupados e preenchendo seus dias com algo “produtivo”. Assim, têm-se uma autoexploração e as consequências são, muitas vezes,a falta de perspectiva, isolamento,transtornos alimentares entre outros,levando então á depressão. Não á toa, segundo a Organização Mundial de Saúde, a depressão atinge mais de 300 milhões de pessoas, e o suicídio é a segunda causa de mortes entre os jovens, o que contrapõe-se ao Contrato Social de Rousseau, já que o SUS que é responsável pelo bem-estar físico, mental e social se encontra fragilizado. Dado isso, faz-se necessário que o Ministério da Educação insira, nas escolas, desde o fundamental, e nas universidades, palestras de Educação emocional, atividades de debate,incentivem ir ao psicólogo e falem da importância de cuidar da mente, para que crianças e jovens adquiram habilidades para manter o equilíbrio emocional e autoconfiança.Como também, o Estado,distribua panfletos com esses assuntos e divulguem o Disk 188 do Centro de Valorização da vida que realiza apoio emocional e prevenção do suicídio,assim,o contrato social e práticas de cuidados com o bem-estar pscicológico serão fortalecidos.